sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Valores de Doses e Efeitos das Radiações

Exposição em Milisievets: 

- 0,1 mSv: Exposição durante um exame de raios X de tórax ou radiografia intra-oral;

- 0,4 mSv: Exposição durante um exame de mamografia;

- 1,02 mSv: Radiação detectada por hora na Usina Nuclear de Fukushima no dia 12 de março de 2011;

- 2 mSv: Radiação natural no meio ambiente que nos atinge todos os anos;

- 9 mSv: Taxa anual permitida para comissários de bordo que viajam pela rota polar de Nova Iorque e Tóquio;

- 10 mSv: Dose recebida devido à exposição de corpo inteiro por feixes de raios X;

- 100 mSv: Limite recomendado para os trabalhadores de usinas nucleares a cada 5 anos;

- 350 mSv: Exposição a qual os moradores de Chernobyl sofreram;

- 400 mSv: Nível de radiação máximo alcançado por hora na Usina Nuclear de Fukushima no dia 14 de março de 2011;

- 700 mSv: Vômitos após algumas horas de exposição;

- 750 mSv: Perda de cabelo em duas semanas após a exposição;

- 1000 mSv: Causa náuseas e deformações, mas não a morte;

- 5000 mSv: Uma única dose pode matar, em um mês, metade das pessoas que foram expostas;

- 6000 mSv: Dosagem medida nos trabalhadores da usina de Chernobyl que morreram em menos de um mês;

- 10000 mSv: Destruição da parede intestinal, hemorragia interna e morte em duas semanas após a irradiação;

- 20000 mSv: Comprometimento das funções cerebrais, convulsões e morte em poucas horas.


Efeitos biológicos da radiação em alguns órgãos: 

Clique na imagem para melhor visualização. 




Fonte: Graphic News. 






terça-feira, 20 de novembro de 2012

Os Efeitos Genéticos da Radiação Ionizante

Os efeitos genéticos atingem especificamente as células germinativas masculinas e femininas, espermatozóides e óvulos. As mutações são transmitidas aos descendentes dos indivíduos expostos. A radiação ionizante é um agente físico, há também agentes químicos e biológicos que podem provocar mutações em uma célula. 
É importante ressaltar que a radiação age aumentando a taxa de mutação espontânea, mas não produz quaisquer novas mutações. Entretanto, uma possível razão para que efeitos genéticos resultantes de baixas taxas de doses não sejam observados é que as células reprodutivas podem espontaneamente absorver ou eliminar estas mutações no primeiro estágio da fecundação. 
Nem todas as mutações são letais ou prejudicam um indivíduo mas é prudente considerar que todas as mutações são ruins, a exposição à radiação deve ser sempre a mínima possível. Qualquer que seja a dose sempre haverá um efeito proporcional à ela, sem haver um limiar para início dos efeitos. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Atribuições do Tecnólogo em Radiologia

A resolução do CONTER nº. 02/2012 institui e normatiza as atribuições, competências e funções do Tecnólogo em Radiologia. A seguir, conheça todas as atribuições e o posicionamento deste profissional no mercado de trabalho:

- No setor de diagnóstico por imagem, realizar procedimentos para aquisição de imagens através da operação de equipamentos específicos, nas áreas e sub-áreas definidas nos artigos 2º e 3º da Resolução;

- Coordenar e gerenciar equipes e processos de trabalho nos serviços de Radiologia e Diagnóstico por imagem;

- Elaborar e coordenar a execução do plano de gerenciamento de resíduos de saúde na Radiologia e Diagnóstico por imagem;

- Estimular, promover e desenvolver as pesquisas científicas inter e multidisciplinar;

- Realizar supervisão de proteção radiológica em instalações e ambientes clínicos e hospitalares;

- No âmbito dos serviços de diagnóstico por imagem, radioterapia e medicina nuclear:

1. Gestão, implementação e execução do Programa de Garantia e certificação da qualidade dos serviços de radiologia;
2. Gestão, implementação e execução do Serviço de Proteção Radiológica;
3. Elaboração, implementação e execução do Plano de gerenciamento de tecnologias em saúde em estabelecimentos de radiologia;
4. Supervisão de estágio de estudantes das áreas de técnica e tecnologia em radiologia;
5. Gestão, implementação e execução do Programa de Gerenciamento de Resíduos em serviços de radiologia;
6. Realização de dosimetria.

- Passa a ter atuação privativa do Tecnólogo em Radiologia, no âmbito dos serviços de Radiologia Industrial:

1. Gestão, implementação execução do Serviço de Proteção Radiológica;
2. Definição e garantia do cumprimento dos protocolos utilizados no serviço, bem como as adaptações necessárias;
3. Treinamento do pessoal envolvido nos procedimentos radiológicos;
4. Orientação e supervisão das atividades da equipe no que se refere às técnicas e procedimentos de trabalho em situações normais e de emergência;
5. Verificação e validação dos resultados obtidos em ensaios radiológicos.

- É atribuição privativa do Tecnólogo em Radiologia a coordenação dos cursos de graduação em tecnologia em Radiologia;

- Atuar no âmbito da pesquisa com uso de radiação ionizante e não ionizante, nas áreas de bio-radiologia, microanatomia e microbiologia, com empregabilidade da nanotecnologia;

- Compor equipe de desenvolvimento nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, inter e multidisciplinar;

- Atuar no âmbito dos serviços de Radiologia Forense, colaborando e interagindo com outros profissionais nas áreas Forense e Jurídica, em processos e expedientes relativos à investigação e solução de crimes ou acidentes;

- Atuar nas funções de treinamento e "aplication", no âmbito da radiologia e diagnóstico por imagem;

- Prestar consultoria, realizar auditorias e emitir pareceres sobre matéria de âmbito das ciências radiológicas;

- Desenvolver e aplicar o POP - Procedimento Operacional Padrão, nos serviços de Radiologia.



Fonte: Revista CONTER. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Abaixo-assinado pela modernização do marco regulatório das Técnicas Radiológicas no Brasil

Essa medida visa solucionar os problemas e o descumprimento dos direitos dos profissionais das técnicas radiológicas no Brasil. Busca também a incluir as áreas de Radiologia Industrial, portos e aeroportos como setores de atuação destes profissionais na Lei n.º 7.394/85. 
A Lei precisa ser discutida e atualizada de acordo com as mudanças tecnológicas nas técnicas radiológicas. O abaixo-assinado pela aprovação do PL nº. 3.661/2012 visa a modernização do marco regulatório da Lei n.º 7.394/85 - Lei que regulamenta o exercício da profissão dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia em todo território nacional. 



Abaixo-assinado, petição pública para a Câmara dos Deputados. Acessem: 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os Equipamentos de SPECT/CT

São equipamentos especiais que reúnem uma câmara de cintilação em conjunto com um sistema de tomografia para aquisição de imagens planas e tomográficas. Através desses equipamentos utilizados em Medicina Nuclear, são obtidas várias imagens dos órgãos a serem estudados sem a utilização de grandes quantidades de radiação. 
Esses aparelhos realizam estudos da anatomia e fisiologia dos órgãos e sistemas, funcionamento, metabolismo e diagnóstico de patologias. Os exames realizados são conhecidos como cintilografias.
A Gama-Câmara é um equipamento dotado de cristais de iodeto de sódio e tálio "NaI-Tl", que interagem com a radiação emitida pelo paciente, produzindo um efeito fotoelétrico, que é amplificado por válvulas fotomultiplicadoras.
Os sinais produzidos após a interação são transformados em pulsos elétricos que são processados por sistemas especiais de computador e convertidos em imagens, que então, são avaliadas pelo médico.

Gama-câmara com seus componentes e o processo de formação da imagem digital.


Equipamento de SPECT/CT.


As gama-câmaras produzem imagens em duas dimensões. Estas imagens, ou cintilografias, permitem caracterizar a função de um determinado órgão ou processo metabólico, de acordo com a distribuição do radiofármaco nos tecidos. Por serem imagens bidimensionais, estas imagens são comumente chamadas de planas ou planares, pode-se obter também imagens tridimensionais.

Imagens de um exame de cintilografia de perfusão do miocárdio.

Cintilografia cerebral.


As Substâncias Cintiladoras:

São substâncias que emitem luz visível ou ultravioleta ao serem estimuladas por ionização causada pela radiação. Geralmente são substâncias sólidas, cristalinas e líquidas. Isto aumenta significativamente a interação da radiação, aumentado a eficiência da detecção. 
Cintiladores líquidos: Utilizados em laboratório, geralmente são utilizadas soluções de tolueno.
Cintiladores sólidos: Iodeto de sódio e tálio, iodeto de césio e tálio, BGO "óxido de germânio e bismuto", GSO "oxi-ortosilicato de gadolíneo", LSO "oxi-ortosilicato de lutécio".

O Processo de Detecção da Radiação:

A detecção da radiação acontece pela ação do cristal cintilador em conjunto com as válvulas fotomultiplicadoras, juntos são capazes de medir altas taxas de contagem. Estes detectores são considerados os mais eficientes na captação da radiação gama, além de possibilitar a medida das partículas alfa e beta.
Materiais cintiladores podem absorver a energia cedida pelas radiações ionizantes e convertê-la em luz.

Interação da radiação com os cristais cintiladores na gama-câmara.



Válvula fotomultiplicadora e seus componentes.


Após a interação de um fóton gama com o detector, uma cintilação é gerada e processada pelo sistema eletrônico, gerando uma saída digital que será armazenada juntamente com sua posição na memória do computador. 

domingo, 15 de julho de 2012

A Energia Nuclear pelo Mundo

Mapas demonstrando o panorama da energia nuclear em todo o planeta:




O uso da energia nuclear tem maior concentração nos países da América do Norte, Europa e Ásia. O programa nuclear brasileiro é muito pequeno se comparado aos demais países.


Usinas Nucleares no Mundo:


O Brasil possui duas usinas nucleares em operação, "Angra 1 e Angra 2", situadas no município de Angra dos Reis - Rio de Janeiro. E terá a 3ª usina "Angra 3", que está em construção e será inaugurada em 2015.
Atualmente existe um Projeto de Lei tramitando em Brasília do senador Cristovam Buarque que pretende suspender a construção de novas usinas termonucleares em todo território nacional pelo prazo de 30 anos.
Este projeto choca-se contra os planos do governo federal, que prevêem a construção de mais 4 usinas nucleares até 2030.

Usinas de Angra 1 e Angra 2.

Angra 3 em construção.


Mapa das atividades de enriquecimento de urânio no mundo:


Os países em cor vermelha fazem parte do grupo sob suspeita do uso de energia nuclear para produção de armamentos. Os países são: Irã, Índia e Coréia do Norte.


Mapa dos países que possuem usinas nucleares, orgivas atômicas e fábricas de enriquecimento de urânio:

Clique na imagem para melhor visualização.


A energia nuclear é aplicada para a produção de energia elétrica, na medicina, na propulsão de submarinos e armamentos nucleares. A construção de orgivas nucleares é o que mais preocupa, a maior concentração de usinas atômicas se encontram nos EUA, Europa Ocidental e no Japão. 

Protestos Contra a Energia Nuclear pelo Mundo:


A energia nuclear passou a ser alvo de protestos devido aos acidentes de Chernobyl em 1986 na Ucrânia, Goiânia em 1987 e Fukushima em 2011 no Japão.


Campanha do Greenpeace contra a energia nuclear.


Ativista protestando.




Manifesto contra a construção da usina nuclear Angra 3.





quinta-feira, 21 de junho de 2012

Interações Alfa e Beta com a Matéria

A Radiação Alfa

O decaimento alfa é característico de átomos de núcleos pesados. É um tipo de radiação corpuscular  que se propaga na forma de partículas com carga positiva, partículas semelhantes a um núcleo de Hélio com 2 prótons e 2 nêutrons. 

Interação Alfa:
- Trajetória retilínea;
- Baixo alcance;
- Alto poder de ionização.

A Radiação Beta

O decaimento beta ocorre através do excesso de prótons ou nêutrons no núcleo atômico, os feixes beta se  propagam como partículas na forma de elétrons com cargas negativa ou positiva (nas formas beta negativa e beta positiva). 

Interação Beta:
- Trajetória do feixe é tortuosa (aleatória);
- Médio alcance;
- Baixo poder de ionização.


Comparando-as com a radiação gama:

Interação gama:
- Trajetória retilínea; 
- Alta capacidade de alcance;
- Alto poder de ionização.


Experimento de Ernest Rutherford (1898):



             
Rutherford observou que os feixes de radiação que emanavam do material radioativo sofriam ação dos campos elétricos (positivo e negativo) das placas. Logo deduziu que os feixes se propagavam em forma de partículas eletricamente carregadas.



Barreiras e alcance das radiações.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Interação das Radiações Eletromagnéticas com a Matéria

Os principais fenômenos de interação das radiações eletromagnéticas (raios X e gama) com a matéria são:

- Efeito fotoelétrico;
- Efeito Compton ou espalhamento Compton;
- Produção de Pares

A probabilidade de interação depende da energia do fóton incidente, da densidade do meio, da espessura do meio e do número atômico do meio.

O Efeito Fotoelétrico


Esse fenômeno ocorre quando um fóton interage com um elétron orbital transferindo para ele toda sua energia. Parte da energia é utilizada para ejetar o elétron (ionização) e o restante é carregado pelo elétron em forma de energia cinética. Nessa interação o fóton desaparece e o átomo é ionizado, os espaços das camadas internas são preenchidos pelos elétrons das camadas externas, ocorrendo assim, radiação característica.
Este efeito físico é característico em elétrons da camada mais interna (camada K) nos átomos e os raios X característicos produzidos são considerados uma radiação secundária (espalhada).





O Efeito Compton

Na interação Compton, os raios X transferem para os átomos alvo parte de sua energia, o fóton colide com o elétron mas não causa sua ejeção, apenas faz com que o elétron vibre dentro de seu orbital. Nessa interação, o fóton continua a se propagar depois de interagir com o meio, desviado de sua trajetória e sofrendo espalhamento (radiação secundária).





A Produção de Pares

Uma das formas predominantes de absorção da radiação eletromagnética é a produção de par elétron-pósitron. Este fenômeno ocorre quando fótons de alta energia (superior a 1,022 MeV) passam perto de núcleos com número atômico elevado, interagindo com o forte campo elétrico nuclear.


Fenômeno da produção de pares.


Fóton gama produzindo par elétron-pósitron.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

IGRT: Radioterapia Guiada por Imagem

Esta recente evolução da radioterapia é uma técnica que permite o melhor posicionamento do paciente para que os médicos possam atingir o tumor com alta precisão, acompanhando inclusive os movimentos da respiração. 
A IGRT possibilita maior dose de radiação no tumor por dia, além de oferecer menos efeitos colaterais que os demais tratamentos.
Com a Radioterapia Guiada por Imagem é possível diminuir a extensão da radiação para concentrá-la mais na área do tumor e, dessa forma, aumentar as doses possibilitando melhor controle da doença.

Vantagens da IGRT:

- Permite a localização exata dos tumores;
- A grande vantagem é proporcionar ao paciente a dose precisa da radiação no tumor sem atingir as células saudáveis dos órgãos ao redor.


  
Equipamento IGRT (Teleterapia).

Posicionamento do paciente.


Localização do tumor e curvas de isodose.


Movimentação do gantry.



Indicações Clínicas:

Os principais tipos de tumores tratados com a IGRT são os de pulmão, fígado, coluna, intra-abdominais, intra-pélvicos e próstata. Deve-se considerar antes da indicação da IGRT, o tamanho do tumor, sua localização, características e se é benigno ou maligno.
O tratamento é totalmente indolor e 90% dos casos não apresentam efeitos colterais.




quarta-feira, 2 de maio de 2012

Física - Formação dos Raios X

Os raios X foram descobertos pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, nascido em Lenep, Alemanha, em 1845. Roentgen trabalhava com descargas elétricas em tubos contendo gases em seu laboratório, na cidade de Wurzburg, Alemanha, em 8 de novembro de 1895, não imaginava que daria origem a uma nova ciência, a Radiologia.

A Produção dos Raios X:


A radiação X é uma radiação produzida artificialmente através de um artifício (tubo) que consta de acelerar cargas elétricas (elétrons) contra um material alvo metálico de alto número atômico (tungstênio), resultando desse choque a emissão de radiação eletromagnética na forma de raios X, caracterizada por frequência muito alta, pequeno comprimento de onda e alto poder de ionização.

Características dos Raios X:

- Os raios X são radiações eletromagnéticas;
- Se propagam no ar e/ou no vácuo com trajetória retilínea e com a velocidade da luz;
- Podem ser absorvidos (atenuados), espalhados e ultrapassar a matéria;
- Os feixes de raios X são distribuídos em pequenas quantidades de energia eletromagnética chamados de "fótons";
- São radiações artificiais e ionizantes.

Os Fenômenos de Formação dos Raios X:

No choque dos elétrons com o alvo de tungstênio a maioria da energia cinética é transformada em calor (99%), mas uma pequena parte (1%) produz raios X através de dois fenômenos:

- A Radiação característica;
- A Radiação de freamento ou efeito bremsstrahlung.


Aceleração dos elétrons no tubo para a formação dos raios X.


Radiação Característica:

A radiação característica ocorre quando o elétrons em movimento chocam-se com os elétrons da camada mais interna (camada K) do átomos do alvo de tungstênio no tubo de raios X e o desloca provocando a sua ejeção para fora do átomo, com isso a camada de energia que este elétron ocupava fica vaga. Este átomo agora ionizado precisa se estabilizar. Para isto um elétron de uma camada mais externa migra para a lacuna da camada mais interna, liberando neste processo uma determinada e bem precisa quantidade de fótons na forma de raios X.
O fenômeno é chamado de radiação característica, já que essa energia das camadas é particular de cada elemento, é possível descobrir qual é o elemento do alvo através da análise das energias dos fótons de raios X produzidos.

Fenômeno da radiação característica.


Radiação de Freamento ou Efeito Bremsstrahlung:


A expressão "bremsstrahlung" é orignário da palavra alemã "parar" ou "frear". Nos equipamentos de raios X, a desaceleração dos elétrons pode ocorrer principalmente no campo elétrico dos núcleos atômicos que constituem o elemento alvo, devido à atração coulombiana. Desta forma, os elétrons convertem sua energia cinética em radiação eletromagnética (raios X) por interação no campo nuclear.
Este processo é chamado de perda de energia por freamento ou "bremsstrahlung", e resulta na produção de fótons de alta energia. Quanto mais próxima a interação do elétron com o núcleo, maior será a probabilidade de emitir fótons de alta energia.

Fenômeno da radiação de freamento ou efeito bremsstrahlung.



Fonte: Apostila de Física das Radiações (com adaptações).

sábado, 28 de abril de 2012

A Ressonância Magnética Funcional Encefálica

Exame aplicado para avaliação por imagem das regiões cerebrais e suas funções motoras, sensoriais e cognitivas. A RM funcional encefálica está relacionada com estudos que podem evidenciar e quantificar a presença de atividades cerebrais. É uma técnica estabelecida e amplamente utilizada para o mapeamento das funções cerebrais.
Uma aplicação clínica da RM funcional é a de auxiliar no planejamento cirúrgico e radioterápico de tumores cerebrais e outras funções.


A Ressonância Magnética Funcional Encefálica é realizada através das seguintes técnicas: 

- Difusão;
- Ativação;
- Perfusão.

Estudo de Difusão:

A técnica de difusão encefálica é voltada para a avaliação de áreas isquêmicas cerebrais. A isquemia é um processo pelo qual uma área do encéfalo deixa de ser irrigada causando muitas vezes a morte do tecido. No acidente isquêmico a difusão do hidrogênio, que em condições normais ocorre ao acaso, fica restrita.

Estudo por Ativação:

A RM funcional por ativação é baseada no estudo do aumento da concentração de hidrogênio nas regiões do encéfalo relacionadas com alguma atividade. A técnica BOLD (blood oxigen level dependent) descreve a convergência de sangue carregado com moléculas hidrogenadas (oxiemoglobina) para áreas em atividade. As imagens são obtidas das regiões encefálicas diretamente ligadas a essas atividades.

Estudo das atividades cerebrais pela técnica BOLD.


Estudo por Perfusão:

A perfusão está relacionada com o aporte sanguíneo aos tecidos. Obstruções vasculares causadas por por placas de ateroma, compressões e embolia, entre outras, afetam a perfusão do órgão que irriga. Técnica realizada com administração de meio de contraste. O contraste no parênquima encefálico substitui a presença de sangue e permite um estudo indireto da perfusão da região.






Fonte: Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear (com adaptações).


sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Tomossíntese Mamária

A Tomossíntese ou mamografia tomográfica digital é uma técnica de aquisição de múltiplas imagens da mama, obtidas de diferentes angulações do tubo de raios X, enquanto a mama permanece em posição constante. As imagens produzidas são reconstruídas em cortes finos de alta resolução que podem ser visualizados individualmente ou de um modo dinâmico.
Nesta técnica são adquiridas  imagens em 3D do tecido mamário comprimido em diferentes planos  durante um curto tempo. Os cortes finos reconstruídos reduzem ou eliminam os problemas causados pelo tecido sobreposto e o ruído da estrutura anatômica que aparecem na imagem em 2D na mamografia digital.
A irradiação da mama é feita de tal forma que a dose de radiação resultante é igual às duas projeções obtidas para rastreamento em uma mesma mama. Devido à utilização de diferentes algoritmos de resolução, a mama pode ser visualizada em múltiplos planos  e em várias profundidades paralelas à superfície do detector.


Aquisição da imagem.


Projeções e reconstrução das imagens.


Imagem adquirida.


Vantagens da Tomossíntese em relação à Mamografia Digital:

- Diminuição de erros;
- Aumento na detecção de neoplasias;
- Redução de dose;
- Maior precisão na localização de lesões;
- Rápido tempo de revisão;
- Menor quantidade de biópsias.



domingo, 1 de abril de 2012

Procedimentos Técnicos em um Exame de Ressonância Magnética


Etapas do Procedimento:

Preparação da sala de exames, preparação do paciente, registro do paciente, posicionamento do paciente, programação, escolha do protocolo e realização do exame.

Preparação da Sala:

- Nesta etapa é escolhido tipo de bobina adequada de acordo com o exame solicitado;
- Quanto menor a bobina, melhor a relação sinal-ruído;
- Bobinas de arranjo de fase apresentam maior ganho de sinal do que as bobinas de superfície.
- Os tipos de bobinas utilizadas são: bobinas de cabeça, de joelho, de ombro, de coluna cervical, de tórax, de superfície...

 Bobina de cabeça

  Bobina de ombro


Preparação do Paciente:

- Deve-se orientar o paciente quanto à retirada de objetos metálicos;
- O paciente deve trocar a roupa;
- Verificar através do questionário de anamnese se o paciente tem alguma contra-indicação para o exame;
- Verificar a ocorrência de próteses metálicas orais móveis nos pacientes;
- Nos exames com administração de meios de contraste deve-se puncionar o acesso venoso antes do exame.

Registro do Paciente:

O paciente é registrado no equipamento com seus dados pessoais: 

- O nome completo, idade, sexo, peso e o exame a ser realizado.


Posicionamento do Paciente:

- É realizado o ajuste da bobina na região a ser examinada;
- O paciente é posicionado no equipamento;
- O tecnólogo/técnico deve orientar o paciente quanto ao posicionamento;
- Orientar ao paciente quanto ao procedimento.
- O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal ou ventral;
- A região em estudo deve ser alinhada ao isocentro do equipamento;
- O paciente deve se manter imóvel durante todo o exame.


Posicionamento em decúbito dorsal.

Posicionamento em decúbito ventral.


Programação: 


A aquisição das imagens é obtida através da programação que determina os três planos de corte: Coronal, sagital e axial.

                                               










Escolha do Protocolo:

Nesta fase escolhe-se os protocolos disponíveis que ficam gravados no sistema (software) de aquisição de imagens no console do equipamento. 
O protocolo pode ser criado passo a passo durante a realização do procedimento.

Tipos de Protocolos:


- Os principais protocolos são: Encéfalo de rotina, encéfalo com contraste, Angio-RM de encefálica, colunas cervical, torácica e lombossacra, pelve, joelho, ombro, pé/tornozelo, cotovelo, punho, tórax, abdome superior, angiorressonância das carótidas, angiorressonância de aorta, espectroscopia por ressonância e RM funcional.

Aquisição da Imagens:

São realizadas aquisições com cortes finos (em milímetros de espessura "mm"). São produzidas imagens bidimensionais e tridimensionais para o diagnóstico.


Fonte: Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear (com adaptações).

quarta-feira, 7 de março de 2012

Meios de Contraste na Ressonância Magnética

Os meios de contraste em RM agem reduzindo os tempos de relaxação longitudinal e transversal dos núcleos de hidrogênios excitados. 
O encurtamento no tempo de relaxação longitudinal intensifica os sinais dos tecidos na ponderação T1, proporcionando "hiperintensidade" ao tecido onde esteja concentrado. Já os meios de contraste que interferem no encurtamento dos tempos de relaxação transversal produzem uma redução de sinal dos tecidos na ponderação T2. As imagens em T2 irão apresentar "hipointensidade" de sinais dos tecidos
Os meios de contraste à base de Gadolínio produzem contraste por T1, este metal é uma substância paramagnética que tem a capacidade de alterar o campo magnético local. Os meios de contraste que são compostos por óxido de ferro produzem contraste por T2, os óxidos de ferrosos são substâncias superparamagnéticas que produzem grandes alterações do campo magnético local, os meios de contraste à base de óxido de ferro são pouco utilizados no Brasil.

Características do Gadolínio:

O gadolínio é um metal pesado altamente tóxico para o organismo humano, sua administração como meio de contraste é possível pela agregação de substâncias que evitam a fixação orgânica desses metais. 
O gadolínio é eliminado principalmente pelas vias excretoras renais, as substâncias de agregação ao gadolínio são chamadas de "quelados".
O ácido dietileno triaminopentacético - DTPA é um dos tipos de "quelados" mais comuns em ressonância magnéitca, a fixação do quelado ao gadolínio forma o GD-DTPA (gadopentetato). 
O Gadopentetato é um meio de contraste por T1, hidrossolúvel, baixa toxicidade, sua administração via endovenosa e apresentam baixas osmolalidade e viscosidade.



Efeitos Adversos do Gadopentetato (GD-DTPA):


Podem apresentar efeitos adversos como:

Náusea, vômito, alteração no paladar, sudorese, calor, rubor e ansiedade.

Dosagem:

A dose recomendada para grande parte dos exames é de 0,1 mol/kg de peso (volume 0,2 ml/kg), podendo ser dobrada para exames de angiorressonância.
A dose letal em ressonância obtida em estudos com ratos é de 10 mmol/kg.

Farmacocinética


Os meios de contraste à base de gadolínio são eliminados em maior parte através da filtração glomerular. Em 24 horas 95% será eliminado pela urina e 5 % pelas fezes.
Pacientes que sofrem de insuficiência renal a farmacocinética do meio de contraste é alterada.


Contra-indicações ao Uso dos Meios de Contraste Compostos por Gadolínio:


Pacientes com insuficiência renal grave;
Pacientes submetidos a transplante hepático;
Hipersensibilidade ao meio de contraste.



Fonte: Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear (com adaptações).





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Produção dos Radioisótopos

Os radioisótopos são produzidos diretamente por reações nucleares ou indiretamente através do decaimento de um radionuclídeo pai.
Essas reações ocorrem entre feixes de partículas e núcleos (alvos), produzindo novos núcleos e partículas, elas são realizadas em reatores nucleares e em aceleradores de partículas (ciclotrons).

Reatores Nucleares

São equipamentos que permitem a realização de transformações que envolvem mudanças nos núcleos atômicos. Como exemplo disso temos a fissão nuclear do átomo de urânio em átomos de menor massa, isso visando a obtenção da energia nuclear.
Esses reatores precisam ser muito bem vedados, pois envolvem grandes quantidades de energia, calor e radiação, materiais que são nocivos ao ser humano.

 Núcleo de reator utilizado em pesquisas.

Núcleo de reator submerso em uma piscina.


Ciclotrons

Equipamentos aceleradores eletromagnéticos de alta frequência que comunica à partículas eletrizadas velocidades muito elevadas, a fim de se obter transmutações e desintegrações de átomos. Realizam o bombardeamento de alvos estáveis com partículas positivamente carregadas. Ex.: Prótons, dêuterons e as partículas alfa.

Os núcleos bombardeados se tornam instáveis por excesso de prótons, desintegram por emissão de pósitrons (radiação beta positiva) ou por captura eletrônica com emissão gama.


Cíclotron para a produção de flúor radioativo.

Muitos radioisótopos podem ser produzidos pelos ciclotrons sendo que o Flúor-18 é o mais produzido para a aplicação na medicina nuclear nos exames de PET.
Outros radioisótopos que são produtos dos ciclotrons são: Nitrogênio-13, Oxigênio-15, Iodo-123, Gálio-67, Tálio-201, etc.



Ciclotron de 30 MeV de energia do IPEN, em São Paulo.