segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A importância e necessidade do ensino à distância (EAD) em radiologia

A aplicação de modernas tecnologias e softwares de informática, tem possibilitado através de um intercâmbio de informações, inúmeras ferramentas em telemedicina e telerradiologia  permitindo novas abordagens em telediagnóstico, teleconsultoria e também um grande benefício para o crescimento do ensino à distância (EAD) em radiologia.  
O modelo de ensino EAD cumpre um papel fundamental no país, trata-se de uma modalidade de ensino que já existe há vários anos e vem tomando um grande impulso perante a sociedade. Proposta de ensino que visa o aumento da capacidade do sistema de educação superior, mantendo a qualidade do ensino e da formação profissional. 
A Radiologia é uma das especialidades que mais se beneficiam com o desenvolvimento da telemedicina. No Brasil, diversas experiências acadêmicas tem se desenvolvido em telerradiologia, a maior parte desse sucesso, é através do uso significativo das tecnologias de informação (TIC), pela  união de ferramentas de tecnologias eletrônicas e de telecomunicações que permite o envio de informações e de conteúdo didático na forma de imagens para o ensino em radiodiagnóstico. 
Os chamados ambientes digitais de aprendizagem, através da combinação de diversas mídias, como textos, sons, imagens e vídeos, não substituem por completo a tradicional modalidade de ensino presencial em sala de aula, mas possibilitam um estudo sincronizado em tempo real com instrutores em que alunos e professores sintam-se próximos, contribuindo para o aprendizado colaborativo. Além disso, possibilitam o armazenamento, distribuição e acesso às informações independente do local.
O ensino de radiologia e diagnóstico por imagem tem por base a análise de casos reais. O instrutor apresenta ao estudante estudos como a relação entre a anatomia e suas representações correspondentes na imagem, o conhecimento dos elementos semiológicos associados a ela, a rotina para conclusão do laudo para estudantes de medicina e os recursos de manipulação, formatação, seleção de protocolos de exames e demais ferramentas para  geração e qualidade das imagens voltados para o aprendizado de estudantes de graduação e de curso técnico em radiologia. 



Foto ilustrativa: Sistema integrado de envio de informações PACS e rede DICOM como ferramentas fundamentais no armazenamento de imagens para a distribuição de laudos médicos e no ensino (EAD) de radiologia. (Fonte: site Telelaudo). 


O ambiente de ensino deve ser o mais simples e operacional possível e deve ter descritas na literatura alguns sistemas voltados à criação de arquivos didáticos em radiologia e que permitam a implementação de banco de dados didáticos em radiologia com um impulso significativo em termos de desenvolvimentos de sistemas computacionais, podendo aliar algumas soluções disponíveis na Internet de uso livre e que podem ser utilizadas como recurso e com facilidade para criação de uma biblioteca de imagens. 


Foto ilustrativa: Ferramentas utilizadas para a distribuição de conteúdo digital em telerradiologia e ensino EAD (Fonte: Laboredo Imagem). 


Foto ilustrativa: Softwares de imagens PACS são essenciais na modalidade de ensino EAD em radiologia (Fonte: www.digrad.com.br). 


A formação inicial e continuada de estudantes e profissionais da Radiologia precisa de características peculiares no currículo por ser uma área interdisciplinar, de evolução tecnológica constante. Em países como o Brasil, existem barreiras como o pequeno número de profissionais, geograficamente mal distribuídos, baixos recursos financeiros, e poucas opções em termos de acesso à informação, dificultando a incorporação e disseminação de novas técnicas que impactam na qualidade do atendimento  e no ensino de ciências em saúde. 
Esse sistema de ensino tem como foco principal o treinamento dos médicos residentes, médicos radiologistas atuantes e demais estudantes e profissionais da radiologia (tecnólogos e técnicos).  As bases para sua composição são sistemas com tutores, base didática de imagens, bases de conhecimento e estrutura de ensino a distância EAD. 

domingo, 2 de abril de 2017

Diagnóstico por Imagem através da PET/RM

A informação obtida através da PET é importante, pois o metabolismo bioquímico e a função de órgãos e tecidos podem determinar se eles estão doentes ou saudáveis. Geralmente, a PET pode detectar uma função anormal antes do início dos sintomas. Essa habilidade de detectar doenças nos estágios iniciais e de medir a resposta do tratamento pode ajudar o médico a planejar o curso de  um tratamento mais adequado para cada paciente. 
A PET/RM é a fusão da tomografia por emissão de pósitrons junto com a ressonância magnética, ambas tem uma importância primordial para o diagnóstico rápido e preciso em qualquer paciente. A PET com sua sensibilidade faz detecção de alterações metabólicas, porém apresenta uma resolução espacial limitada proporcionando uma baixa especificidade anatômica das estruturas visualizadas na imagem. Já a RM apresenta uma boa resolução espacial que permite avaliar estruturas anatômicas dos tecidos moles com excelente contraste. Sendo assim, consegue-se um importante estudo funcional e fisiológico pela PET com excelente detalhamento anatômico por RM simultaneamente. 
Esses aparelhos possuem em sua estrutura a chamada tecnologia híbrida que consiste em dois sistemas de geração de imagens em apenas um aparelho, permitindo na aquisição a realização da fusão das imagens (co-registro das imagens anatômicas e funcionais). 




Equipamento de PET/RM: sistemas de aquisição independentes. 


Aparelho híbrido de PET/RM: sistemas de aquisição integrados (Fonte: Governo de São Paulo, 2016). 

Basicamente, existem três maneiras de integrar o PET com a RM: os aparelhos PET e RM independentes ficando em salas distintas. A integração das imagens é feita por programas especializados, gerando, assim, uma flexibilidade, já que os sistemas podem ser usados separadamente; com imagens sequenciais realizadas em aparelhos distintos, só que neste caso, o paciente fica na mesma mesa de exame, sendo as imagens transferidas entre as máquinas; por último por sistemas híbridos completamente integrados, em que se realiza a aquisição simultânea das imagens. Por exemplo, em uma única posição de mesa, nem o paciente, nem a maca movimentam-se. 
Dentre as inúmeras aplicações clínicas, destacam-se doenças neurológicas degenerativas, patologias oncológicas e cardiovasculares. 
A PET/RM é uma técnica de imagem que permite a avaliação e o diagnóstico precoce do déficit cognitivo/demência de memória similar à doença de Alzheimer, sendo uma ferramenta muito importante para identificar os pacientes portadores e determinar um tratamento mais precocemente possível. 
A fusão de imagens estruturais da RM e metabólicas PET é uma técnica relevante na correta classificação dessas demências. 
É também aplicada na detecção de focos epilépticos em pacientes que não respondem o tratamento medicamentoso. O estudo é feito medindo-se as alterações da captação do radiofármaco fluordesoxiglicose (18F-FDG) pelo encéfalo nas regiões afetadas. A PET/RM permite detectar focos epilépticos no cérebro independente do paciente apresentar ou não uma crise durante o exame. 
Diferenciar clinicamente as síndromes parkinsonianas nos estágios iniciais pode ser muito difícil. Exames morfológicos como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são normalmente usados para excluir outras causas que podem estar levando ao parkinsonismo. A PET-FDG pode ser usado nos casos duvidosos. 

Comparação dos aspectos das imagens fisiológica PET e estruturais por RM e TC. 


Imagens anatômicas por RM, fusão das imagens co-registro PET/RM e imagens fisiológicas pela PET do cérebro em plano sagital (Fonte: Site medicalphysicsweb.com).


Determinação de focos epilépticos nas imagens do cérebro pela PET/RM (Fonte: Revista Diálogos Interdisciplinares, 2015). 






Fonte: A Utilização do PET/RM no Diagnóstico por Imagem (com adaptações). 

















sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A irradiação de células sanguíneas

Uma das formas de aplicação da radiação na medicina é a irradiação do sangue com raios gama. Esse método é usado no sangue a ser ministrado em pacientes que tem deficiência imunológica. Entre outras coisas, o tratamento com a radiação diminui a quantidade de linfócitos T (células de defesa) no sangue doado, o que reduz em muito no paciente o risco de rejeição do órgão ou do tecido transplantados.

Foto ilustrativa bolsa de sangue. 

A irradiação por radiação gama é capaz de assegurar a qualidade do sangue usado nas transfusões para pessoas imunodeficientes, que podem apresentar incompatibilidade com as células de defesa imunológica do doador. A irradiação é feita com equipamentos irradiadores específicos para emitir raios gama a partir de uma fonte de Césio-137. 
O método de irradiação é necessário para evitar uma possível reação rara, mas fatal, conhecida como doença enxerto-versus-hospedeiro associada à transfusão de sangue, que ocorre em pacientes com deficiência imunológica, como é o caso de pessoas que receberam transplantes ou tem algum tipo de leucemia. 





Fonte: Revista Ciência Hoje (com adaptações). 





domingo, 29 de maio de 2016

Atuação do Tecnólogo em Radiologia como Aplicattion

A área da saúde vive em consonância com as tendências e inovações tecnológicas, devendo haver sempre uma preocupação com a qualidade e atualização de conhecimento para permitir o atendimento das contínuas modificações do mercado de trabalho. 
Os profissionais das técnicas radiológicas não podem fugir dessa realidade, pois a automatização dos equipamentos, envolvidos na realização das técnicas com radiações ionizantes, permite um rápido crescimento na inovação da tecnologia envolvida neste setor de mercado, garantindo que os serviços possam oferecer, de maneira contínua e crescente, novos postos de trabalho para estes profissionais. 
O Tecnólogo em Radiologia que atua em clínicas de radiodiagnóstico, hospitais, laboratórios, universidades, indústrias, em empresas fabricantes e distribuidoras de equipamentos hospitalares, é portanto, um profissional capaz de executar atividades que utilizam radiação ionizante, acompanhando a complexidade dos avanços tecnológicos aplicando todo o conhecimento em física das radiações e radioproteção, em operação de equipamentos e na realização dos parâmetros nos exames e no manuseio dos softwares de diagnóstico por imagem. Possui um considerável domínio em matemática e informática, interligando ciências exatas e ciências biomédicas para a execução de procedimentos que envolvem a aquisição e formação da imagem nas diversas modalidades da imagenologia e de técnicas de radioterapia e medicina nuclear.


Fonte: Imagem site Hospital Monte Sinai. 


A Radiologia aprimorou-se muito no decorrer dos últimos anos, desenvolvendo equipamentos de última geração para procedimentos diagnósticos, invasivos e terapêuticos, a tecnologia digital impulsionou significativamente a qualidade das imagens e consequentemente a precisão no diagnóstico. A evolução concomitante dos processos de imagem e da computação médica proporcionou o surgimento de um novo perfil profissional chamado "Aplicattion".
A atuação como "aplicattion" é um dos campos de trabalho do tecnólogo em radiologia, é caracterizada pela atividade profissional desenvolvida por indivíduos contratados por empresas fornecedoras de equipamentos médicos com o objetivo de capacitar a equipe do setor que irá trabalhar com a nova tecnologia adquirida (softwares, equipamentos e protocolos de exames), além disso, este profissional pode atuar na comercialização dos equipamentos e realizar serviços de consultoria relacionados ao funcionamento dos aparelhos em clínicas e hospitais. 


Aplicattion treinamento na operação de novos aparelhos e softwares de imagens médicas. (Fonte: Imagem site Inovapar GE Healthcare). 


A Resolução nº. 02/2012 do CONTER/CRTR's, Conselho Nacional de Técnicos e Tecnólogos em Radiologia, atribui como área de trabalho do tecnólogo em radiologia:

" - Atuar nas funções de treinamento e aplicattion, no âmbito da radiologia e diagnóstico por imagem".