quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reservas de Urânio no Brasil

O Brasil possui, hoje, a 6ª maior reserva geológica de urânio do mundo. As reservas estão localizadas nos Estados do Ceará, Bahia, Minas Gerais e Paraná. 



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Propriedades dos Meios de Contraste

Os meios de contraste são substâncias radiodensas capazes de melhorar a especificidade das imagens obtidas em exames radiológicos, pois permitem a diferenciação de estruturas anatômicas e patologias vascularizadas das demais.
Nos exames radiográficos algumas estruturas anatômicas são facilmente visualizadas devido à opacidade dos tecidos. Os ossos, os pulmões preenchidos pelo ar, o coração e outros tecidos produzem um "constraste natural".
Outros órgãos apresentam densidade semelhante em toda estrutura anatômica, impedindo a sua perfeita visualização. Para esses exames é necessário o uso de contrastes radiológicos, que são substâncias químicas que servem para opacificar o interior dos órgãos, para difrenciar as densidades das estruturas em estudo. Em alguns casos os meios de contraste podem ser utilizados como solução terapêutica.

Por que um material muito denso absorve mais radiação que um material pouco denso?

Na radiologia isso ocorre principalmente devido à diferença dos números atômicos das estruturas expostas à radiação ionizante. Quanto maior o número atômico, maior será a absorção dos fótons de raios X. Isso ocorre porque os raios X são um tipo de radiação ionizante.

Classificação dos Meios de Contraste

Os meios de contraste são classificados quanto à capacidade de absorção de radiação, solubilidade, via de administração e composição química.

Capacidade de absorção de Radiação:

Positivos: Absorvem mais radiação que os tecidos adjacentes (radiopacos). Ex.: Iodo, bário.

Negativos: Absorvem menos radiação que os tecidos adjacentes (radiotransparentes). Ex.: Ar, água.


Solubilidade:
Propriedade mais importante. São classificados em:

Insolúveis: Não dissolvem na água e/ou gorduras. Ex.: Sulfato de bário.

Hidrossolúveis: Se dissolvem na água.

Lipossolúveis: Se dissolvem em gorduras.


Via de administração:

Via oral;

Via parenteral: Intra arterial ou intra venosa.

Endocavitários: Administração do contraste por uma via de comunicação natural da cavidade com o meio exterior. Ex.: Ânus, uretra.

Intracavitários: O meio de contraste é administrado através de um orifício não natural. Ex.: Fístula.


Composição Química:

Iodados: São os que possuem Iodo em sua fórmula, sendo este elemento o material radiopaco.

Não Iodados: Não contêm Iodo, mas utilizam substâncias bário (sulfato de bário) e gadolínio em sua fórmula.



Enema opaco, exame contrastado do intestino grosso.


Urografia excretora, exame contrastado do trato urinário.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tipos de Patologias que as Radiações Ionizantes Podem Causar

As radiações ionizantes agem atingindo os tecidos mais sensíveis do corpo. Os efeitos biológicos nas células e tecidos do corpo humano dependem da quantidade de dose absorvida, do tempo de exposição do indivíduo, do grau de exposição, do tipo de tecido e órgão (radiossensibildade) e também da porcentagem do corpo que é exposto.

RADIOPATOLOGIAS

Tecido Hematopoiético

Leucopenia - Patologia caracterizada pela redução dos leucócitos (glóbulos brancos) do sangue, células responsáveis pelos mecanismos de defesa do organismo, causando a diminuição da imunidade do indivíduo e deixando-o susceptível a infecções, podendo levá-lo a óbito. 

Anemia - Morte das hemácias (células vermelhas do sangue).

Trombocitopenia - Severa diminuição das plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue.


Sistema Gastrointestinal 

A radiação causa a destruição das células que revestem o trato digestivo e das células que absorvem nutrientes, resultando na ocorrência de desnutrição, anorexia, pode causar diarréia, desidratação, sangramento e aumento do risco de infecção. Em decorrência da irradiação, também, podem ocorrer sintomas gerais como náuseas e vômitos.

Pele

Após a irradiação a pele pode sofrer radiodermite aguda ou crônica. A radiodermite aguda pode ocorrer após exposição acidental à radiação ou durante sessões de radioterapia. A radiodermite crônica pode ocorrer após radiodermite aguda, ou em profissionais que trabalham com radiação que ficam sujeitos a doses crônicas e contínuas, sem reação aguda prévia.

Radiodermite aguda (sintomas) - Caracteriza-se por eritema inicial, edema progressivo, eritema principal, descamação e ulceração, os sintomas dependem da dose de radiação recebida.

Radiodermite crônica (sintomas) - Caracteriza-se por isquemia, alterações pigmentares, espessamento, telangiectasia, ulceração e fibrose.


Perda de Cabelo
As células da raiz do cabelo são extremamente sensíveis à radiação, pois estão em contante desenvolvimento (os cabelos não param de crescer), os efeitos causados pela irradiação provocam a queda de cabelos e demais pêlos do corpo.


Esterilidade

A radiação atinge os espermatozóides e seus precursores (espermatogônias, espermatócitos e espermátides), deixando-o incapaz de fecundar o óvulo. Na mulher, atinge os ovários onde estão os óvulos e seus precursores, ao atingir as células reprodutoras podem causar alterações estruturais e moleculares nas células germinativas, ocasionando assim, má formação dessas células. Ex.: Espermatozóide sem flagelo, sem acrossomo (que rompe o óvulo) e alterações na divisão das células  precursoras dos óvulos.


Catarata

Diferentemente das demais no organismo, as células que compõem o cristalino não são alto recuperáveis. A radiação pode causar a formação da catarata actínica, ocorrendo a perda de transparência dessas células.
 
Câncer

A radiação pode causar alterações genéticas que modificam o sistema de controle de divisão celular, levando a célula a se multiplicar e crescer de forma descontrolada e desordenada. A transformação de uma célula norma para uma célula neoplásica pode ocorrer por diversas alterações genéticas como: mutações no DNA e quebras cromossômicas.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

8 de Novembro Radioativo

Tema da capa da revista do CONTER no mês de outubro, o documentário-reportagem via internet que relata a realidade da saúde pública do país focando no cenário atual dos serviços de radiologia no Brasil.
Este documentário-reportagem tem o objetivo de mostrar os problemas e as irregularidades que acontecem na prestação dos serviços de radiologia nas instituições de saúde vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Vem esboçar também, a revolta e a insatisfação dos dirigentes das classes de Tecnólogos e Técnicos em Radiologia com esta situação.



sábado, 5 de novembro de 2011

Os Irradiadores Industriais

 Os irradiadores industriais são equipamentos portáteis, compostos por acessórios e projetados a permitir a manipulação da fonte radioativa à distância, com segurança, para fins de radiografia industrial e gamagrafia.

Aparelhos de Raios X Industriais:



Procedimento de Radiografia Industrial:





 Acessórios do Equipamento de Raios X:

Cabos de energia - O equipamento é composto por uma mesa de comando e unidade geradora, são ligadas entre si por um cabo de energia. A distância entre a mesa de comando e a unidade geradora deve ser tal que o operador esteja protegido no momento da operação do equipamento.

Painel de controle - Um painel de controle digital é composto por uma série de informações técnicas sobre exposição, distância fonte-filme, kilovoltagem, miliamperagem e tempo de exposição.


IRRADIADORES PARA GAMAGRAFIA


Os irradiadores gama são equipamentos dotados de partes mecânicas que permitem expor a fonte radioativa.  A principal parte do irradiador é a blindagem interna, que permite proteção ao operador a níveis aceitáveis para o trabalho, porém com risco de exposição radiológica se armazenados em locais não adequados ou protegidos.
Um irradiador é formado basicamente por três componentes fundamentais: Uma blindagem, uma fonte radioativa (emissora gama) e um dispositivo para expor a fonte.
A fonte radioativa conta de uma determinada quantidade de um isótopo radioativo. Essa massa de material radioativo é encapsulada e lacrada dentro de um pequeno envoltório metálico denominado "porta-fonte" ou "torpedo" devido a sua forma.

Fontes Radioativas Utilizadas:


- Cobalto-60;
- Irídio-192;
- Túlio-170;
- Césio-137;
- Selênio-75.







Irradiador gama para fontes de Selênio-75.

Procedimento de gamagrafia.

Esses equipamentos não podem ser armazenados em locais quaisquer, mas em casamatas blindadas, no subsolo ou em locais que permitam total controle tanto das radiações como o acesso a estes equipamentos. Em qualquer caso, o equipamento deve estar sob a responsabilidade da empresa proprietária.


Fonte: Apostila de Radiologia Industrial (com adaptações).


sábado, 22 de outubro de 2011

Revisão de Física das Radiações

Formação dos Raios X:

A radiação X é uma radiação produzida artificialmente através de um tubo que consta acelerar elétrons contra um material metálico de alto número atômico (tungstênio), resultando desse choque a emissão de uma radiação eletromagnética, caracterizada por uma frequência muito alta, pequeno comprimento de onda e alto poder de penetração.

Os fenômenos responsáveis pela produção dos raios X são: Radiação Característica e o Efeito Bremsstrahlung (radiação de freamento).

No vídeo abaixo mostra como ocorre o Efeito Bremsstrahlung:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Doses Permissíveis de Acordo com o Princípio da Limitação de Doses Individuais

Exposições Ocupacionais:

A dose efetiva anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano;

A dose equivalente anual não pode exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino;

Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos adicionais:

- A gravidez deve ser notificada ao titular do serviço;
- As condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdome não exceda 2 mSv durante todo o período da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto  exceda cerca de 1 mSv neste período. 

Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios X diagnósticos, exceto em treinamentos (estágios):

- Estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio de treinamento profissional a dose efetiva anual não deve exceder o valor de 6 mSv;
- É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos;

Indivíduos do público:

- A dose efetiva anual de indivíduos do público não deve exceder a 1 mSv.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Escala para Avaliação de Acidentes Nucleares

Com o acidente de Chernobyl em 1986, o Comitê de Eventos e Emergências Nucleares criou uma escala para avaliar o grau de intensidade dos acidentes nucleares.

Escala:

Nível 7: Grande contaminação e muitas mortes; área permanecerá contaminada por diversos anos. Ex.: Chernobyl, Ucrânia, 1986.

Nível 6: Alto nível de radioatividade com muitas vítimas fatais. Ex.: Kysthym, Rússia, 1957.

Nível 5: Mais de uma morte por radiação; grande quantidade de material radioativo identificado na região. Ex.: Three Mile Island, EUA, 1979.

Nível 4: Pelo menos uma morte causada por radiação; forte possibilidade de afetar pessoas. Ex.: Fukushima 1 (2011), Tokaimura (1999), Japão.

Nível 3: Contaminação significativa, com pouca possibilidade de atingir a população. 

Nível 2: Índice de radioatividade passa a ser considerado preocupante.

Nível 1: Limite de exposição radioativa pouco acima do considerado normal pelos padrões internacionais.



domingo, 4 de setembro de 2011

Patologias em Imagens

Aneurisma de artéria aorta




Aumento do volume cardíaco





Derrame pleural                                      


Hepatomegalia



Escoliose





Lesões ósseas




Lesão renal esquerda



Cisto renal esquerdo
















   

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Meios de Contraste em Ressonância Magnética

Em Ressonância Magnética Nuclear os mecanismos dos meios de contraste nas imagens são completamente diferentes dos que são utilizados em Radiologia Convencional. Na ressonância, substâncias paramagnéticas alteram o campo magnético local, reduzindo os tempos de relaxação longitudinal e transversal dos núcleos de hidrogênios excitados. O encurtamento do tempo de relaxação longitudinal intensifica os sinais dos tecidos na ponderação T1. Já os meios que interferem no encurtamento dos tempos de relaxação transversal produzem uma redução dos sinais dos tecidos na ponderação T2. Assim, os meios de contraste em RM são definidos como contraste por T1 e contraste por T2. 
Os meios de contraste a base de gadolínio produzem contraste por T1 nas imagens. O gadolínio encurta o tempo T1 nos tecidos que passam a emitir sinal com maior intensidade (hiperintenso).
O gadolínio é um elemento da família dos metais nobres, os conhecidos terras raras, e constitui-se o meio de contraste mais utilizado em ressonância magnética.
Meios de contraste a base de óxido de ferro produzem contraste por T2. Os óxidos ferrosos usados em ressonância como o Lumirem são substâncias superparamagnéticas que produzem grandes alterações nos campos magnéticos locais. Essas alterações reduzem os tempos de relaxação transversal dos tecidos que passam a apresentar uma diminuição de seus sinais caracterizando o contraste por T2 (hipointenso). Os meios de contraste por T2 são poucos utilizados.
No Brasil alguns serviços de vêm utilizando alternativamente o suco de açaí como meio de contraste T2 nos exames do trato digestório. A ação do suco de açaí torna a luz das cavidades gastrointestinais hipointensas.

Características do Gadolínio:

O gadolínio é um metal pesado altamente tóxico para o organismo humano. A administração do gadolínio como meio de contraste é possível pela agregação de substâncias que evitam a fixação orgânica desses metais e facilitam sua eliminação, principalmente pelas vias excretoras renais. Essas substâncias são denominadas "quelados". O ácido dietileno triaminopentacético - DTPA, é um dos quelados mais comuns utilizados nos contrastes de RMN.
A fixação do elemento metálico gadolínio ao quelado DTPA forma o GD-DTPA, gadopenteato, meio de contraste por T1 hidrossolúvel e de baixa toxicidade.
Meios de contraste a base de gadolínio apresentam baixa osmolalidade, esta característica torna o meio mais tolerável e evita a sensação de dor quando administrados em altas velocidades como exigido em exames angiográficos e de perfusão. Também apresentam baixa viscosidade, não havendo necessidade de pré-aquecimento à temperatura corporal para sua administração.

Indicações do Uso de Gadolínio: 


As principais indicações são para exames com suspeita do diagnóstico de:

- Tumores;
- Metástases;
- Processos inflamatórios/infecciosos;
- Interesse em análises vasculares;
- Ruptura da barreira hematoencefálica;
- Placas de esclerose ativas;
- Áreas de infarto;
- Áreas de fibrose no pós-operatório;
- Nos estudos funcionais de perfusão nos diversos órgãos.

Dosagem:

A dose recomendada para grande parte dos exames de ressonância é de aproximadamente 0,1 mmol/kg de peso (volume de 0,2 ml/kg), podendo ser dobrada a dosagem nos casos de estudos angiográficos por ressonância.

Efeitos Adversos:

Principais sintomas que podem ocorrer:

- Náuseas e vômitos;
- Calor, dor local;
- Reações cutâneas;
- Reações alérgicas em mucosas.



Fonte: Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Projeto no Senado pretende suspender a instalação de novas usinas nucleares no Brasil

O Brasil pode seguir a tendência de países como a Alemanha e Itália, decretando a moratória do uso da energia nuclear, se aprovar em tramitação no Senado. Projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) suspende a construção de novas usinas termonucleares em todo o território nacional pelo prazo de 30 anos.
Nos dias 12 e 13 de junho, 94% dos eleitores italianos rejeitaram, em plebiscito, a retomada do programa nuclear naquele país. Na Alemanha, o governo decidiu desativar todas as usinas nucleares até o ano de 2022.
Na justificação do PLS 405, que terá decisão terminativa na Comissão de Serviços de Infraestrutura, Cristovam Buarque afirma que a suspensão preventiva contribuirá para afastar do país o clima de incerteza sobre a energia nuclear e não restringirá as pesquisas científicas no setor.
Os reatores respondem atualmente por 14% da produção de energia elétrica no mundo, de acordo com o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Isso os coloca como terceira maior fonte, atrás do carvão e do gás natural. Os países mais dependentes de energia atômica são a Lituânia (76%), a França (75%) e a Eslováquia (53%).
Caso o Brasil opte pela moratória na energia nuclear, o impacto será muito pequeno. No primeiro semestre de 2011, a central nuclear de Angra dos Reis foi responsável por 3,19% da produção de energia elétrica nacional, produzindo 1.793 megawatts, em média. Na Alemanha, as usinas termonucleares são responsáveis por 26% da geração de energia.



Usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.



Obras de Angra 3, a terceira usina termonuclear do país que estará pronta para operação em 2015.


Uma eventual moratória choca-se contra os planos do governo federal, que prevêem a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030. Segundo os estudos do Executivo, em 2015, com a entrada em operação de Angra 3, o parque nuclear geraria 3.300 megawatts. Com mais quatro usinas, a capacidade de geração de energia nuclear, em 2030, chegaria a 7.300 megawatts.
O cronograma prevê para 2019 e 2021, respectivamente, o início da operação da primeira e da segunda usinas do Nordeste. Em 2023 e 2025, deverão entrar em operação a primeira e a segunda usinas do Sudeste.
As decisões da Itália e da Alemanha contra o uso da energia nuclear foram influenciadas pelo desastre nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, em 11 de março deste ano, depois de um terremoto seguido de tsunami que destruiu as instalações do complexo.


Fonte: Jornal "O Estado de São Paulo"  (com adaptações).

terça-feira, 19 de julho de 2011

A História da Tomografia Computadorizada

Em 1963, Allan Macleod Cormack, físico nascido na África do Sul descobriu que era possível determinar os coeficientes de absorção de uma estrutura plana e medir, desde um determinado número de direções, as variações de intensidade dos raios X transmitidos.



Allan Macleod Cormack


O desenvolvimento do primeiro aparelho aconteceu no ano de 1967, pelo físico inglês Godfrey Newbold Hounsfield.


Godfrey Newbold Hounsfield




Dados Históricos:

- No ano de 1970, o sistema completo para tomografia computadorizada estava pronto;

- Em 1971, foi realizado o primeiro "scanner" de crânio;

- A patente para o invento foi concedida em 1972 e, naquele ano, Hounsfield e Cormack criaram a técnica de Tomografia Computadorizada;

- O desenvolvimento da tomografia computadorizada é atribuído a Godfrey Newbold Hounsfield e ao Dr. Allan Macleod Cormack;

- Em 1972, foi oficialmente introduzido o novo método para formação de imagens a partir da combinação de raios X e computadores;

- Em 1973, os primeiros aparelhos para exames de crânio foram instalados nos EUA e alguns países na Europa;

- Em 1974, teve início o uso da tomografia computadorizada para exames dos demais segmentos do corpo;

- No ano de 1979, eles receberam juntos o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina;

- Desde a descoberta dos raios X em 1895, o desenvolvimento da tomografia computadorizada foi o maior avanço dado na Radiologia até aquela época.




Fonte: Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem (com adaptações).









segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eventos de Radiologia no 2º Semestre de 2011

III Jornada Cearense de Radiologia, será realizada nos dias 26 a 28 de agosto de 2011. Local: Hotel Vila Galé, Fortaleza/CE.
Mais informações acesse: http://www.soceara.com.br/




I Congresso Alagoano de Técnicas Radiológicas, será realizado entre os dias 01 a 03 de setembro de 2011. Local: Faculdade Integrada Tiradentes - Fits, Maceió/AL. 




XL Congresso Brasileiro de Radiologia, será realizado nos dias 12 a 15 de outubro de 2011. Local: Centro de Convenções de Pernambuco, Recife/PE.
Mais informações acesse: http://www.cbr.org.br/






IV Congresso Nacional e I Intercâmbio Internacional das Técnicas Radiológicas, será realizado nos dias 28 a 30 de outubro de 2011, no Centro de Convenções de Florianópolis, CentroSul, em Santa Catarina. Evento promovido pelo Congresso Nacional de Técnicos em Radiologia - CONTER.




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tatuagens e o Risco em Exames de Ressonância Magnética

Alguns tipos de tatuagens podem apresentar perigo quando se necessita realizar um exame de ressonância magnética, o risco está relacionado à composição do material das tintas e ao tamanho da tatuagem. Especialistas dizem que algumas cores causam mais reações que outras, por exemplo, a tinta de cor vermelha contém ferro, que é um material ferromagnético e sensível aos campos magnéticos aplicados nos equipamentos de ressonância magnética.
Além disso, o ferro da tinta vermelha pode conduzir eletricidade, circuitos de corrente são induzidos quando os campos magnéticos estão mudando rapidamente durante o processo na formação de imagens. Este fluxo de corrente elétrica pode esquentar o metal presente na composição da tinta com capacidade suficiente para queimar.
As reações podem resultar em inchaço da pele tatuada e da área ao redor, sensações de calor e irritação mais profunda na pele, reações mais graves podem resultar em queimaduras de primeiro e segundo grau.



Se o paciente que tem alguma tatuagem no corpo necessita realizar um exame de ressonância magnética deve informar ao médico, ao tecnólogo e/ou técnico, esses profissionais irão avaliar a situação.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fato Histórico!

No ano de 1994, inicia-se na Universidade Luterana do Brasil, no Rio Grande do Sul, a primeira turma para a formação de tecnólogos em radiologia, profissionais de nível superior que atuam no exercício das técnicas radiológicas, fato que marcou o início da inserção desses profissionais no país.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Monitores Individuais de Radiação

Todo profissional ocupacionalmente exposto às radiações deve possuir um monitor individual que deverá ser utilizado durante todo o período de permanência nas instalações radioativas.
A detecção das radiações é baseada na interação química ou física das radiações com a substância sensível do detector.

Os monitores individuais de radiação utilizados são:

Filmes Dosimétricos - Monitores de radiação semelhantes aos filmes utilizados pelos dentistas para radiografias dentárias (tamanho 3x4 cm). Os filmes dosimétricos são compostos por uma base de acetato recoberta em ambos os lados por uma camada gelatinosa sensível (a emulsão fotográfica), contendo cristais de brometo de prata (grãos de AgBr) de dimensões microscópicas. Quando sofre ação da radiação, o filme torna-se enegrecido.
Esses filmes são lidos em um densitômetro calibrado. Este aparelho é realizada a conferência do grau de enegrecimento do filme (densidade ótica) e a dose recebida.





Dosímetros Termoluninescentes (TLD's) - São constituídos de cristais de fluoreto de lítio (LiF) que apresentam o fenômeno da luminescência quando aquecidos após terem sido irradiados. A intensidade da luminescência em função da temperatura é chamada de curva de emissão termoluminescente. Os TLD's, devido às suas reduzidas dimensões, são utilizados em forma de anéis e pulseiras para medir dose nas mãos e dedos. A luz emitida pelos TLD's é proporcional à radiação recebida.




Canetas Dosimétricas - Dosímetro de bolso que é uma pequena câmara de ionização em forma de caneta, utilizada como monitor pessoal para determinar a quantidade total de radiação recebida durante um certo intervalo de tempo.
Geralmente a escala dos dosímetros de bolso vai de 0 a 200 mR (miliroentgens), embora existam dosímetros graduados com valores em R (roentgens). Um monitor como o dosímetro de bolso deve também ser calibrado.


Desenho esquemático de uma caneta dosimétrica.



Caneta dosimétrica (dosímetro de bolso).






sábado, 11 de junho de 2011

Radiografia Digitalizada e Radiografia Digital

Radiografia Digitalizada:  A radiografia digitalizada inicia com uma radiografia que a imagem é capturada com uma câmara de vídeo ou "scanner" e uma imagem radiográfica análoga é formada convertendo-se em uma imagem digital.


Radiografia Digital: Refere-se a uma radiografia realizada com o uso de uma placa de imagem substituindo o filme radiográfico. As radiografias digitais podem ser alteradas por softwares que permitem a formatação das imagens para os laudos médicos.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os Artefatos de Imagem na Tomografia Computadorizada

Alguns artefatos que podem ocorrer na formação das imagens tomográficas:

- Artefatos de Anel (Rings artifacts): 

Os artefatos na imagem que se apresentam em forma de anel, está inicialmente relacionado com problemas de funcionamento nos detectores do equipamento.



- Materiais de Alta Densidade (Strike): 

Objetos metálicos, implantes de materiais de alta densidade, como as obturações dentárias, projéteis arma de fogo, entre outros, produzem artefatos lineares de alta densidade.


Figura mostra artefato causado por projétil de arma de fogo, produzindo o chamado efeito "raio de sol" no encéfalo.


 - Materiais de Alto Número Atômico: 

Os materiais de alto número atômico tendem a se comportar como os materiais metálicos, e também produzem artefatos tipo "Strike". Os meios de contraste positivos como o Iodo e o Bário em altas concentrações, devem ser evitados ou utilizados com critério.

- Ruído na Imagem: 

O ruído é um artefato que ocorre com aspecto de granulosidade às imagens em função da utilização de feixes de radiação de baixa energia ou, quando o objeto apresenta grandes dimensões, como no caso dos pacientes obesos.

- Artefatos de movimentos do paciente:

Podem ser causados por movimentos voluntários e involuntários no corpo do paciente.

- Artefatos de Volume Parcial:

O efeito de volume parcial ocorre quando estruturas anatômicas não ocupam totalmente a espessura total do corte. Este tipo de artefato acontece quando os voxels são relativamente grandes em relação à estrutura analisada.



domingo, 5 de junho de 2011

Os Radiofármacos Utilizados na Medicina Nuclear

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica relacionada à Imagenologia que se ocupa das técnicas de imagem, diagnóstico e terapia utilizando radionuclídeos. Emprega-se o uso desses nuclídeos radioativos no estudo da anatomia, da fisiologia funcional e bioquímica dos diferentes órgãos, sistemas e patologias.

Radiofármaco: É toda substância que por sua forma farmacêutica, quantidade e qualidade de radiação, pode ser utilizada no diagnóstico e terapia de várias enfermidades do corpo humano, qualquer que seja sua via de administração.


Fatores para a Produção de Radiofármacos:


- Escolha do radionuclídeo;
- Finalidade (diagnóstica e terapêutica);
- Disponibilidade;
- Custo.

Propriedades dos Radiofármacos quanto à sua Finalidade:

Diagnóstico: 


- Seletividade por um determinado órgão ou sistema;
- Deve emitir radiações penetrantes que atravessem o corpo e atinjam os detectores;
- Deve emitir baixa dose de radiação ao paciente;
- Permitir repetição de exames em tempos curtos.

Terapia: 


- Devem apresentar seletividade pelo tumor;
- Transferir ao tumor alta taxa de dose de radiação para destruir a célula cancerígena;
- Não deve prejudicar os tecidos sadios adjacentes.

Para o diagnóstico, a maioria dos radiofármacos são líquidos para serem injetados, e apenas dois são na forma de gases para a realização de exames das vias aéreas.
Na terapia, a maioria dos radiofármacos são sólidos, na forma de cápsulas. Eventualmente, também podem ser feitos radiofármacos líquidos injetáveis para terapia. Quase todos os radioisótopos são emissores de radiação gama.

Radioisótopos para Exames:


No Brasil, os radioisótopos disponíveis para a utilização clínica são o Iodo-123, o Gálio-67, Tálio-201, Tecnécio-99m, Flúor-18 e o Samário-153.
O Tecnécio-99m é o radionuclídeo mais utilizado na Medicina Nuclear. Ele é um emissor gama monoenergético, 140 keV, com meia-vida de 6 horas, o que facilita bastante sua administração e realização do exame.
Além disso, o Tecnécio também pode ser fabricado no próprio serviço de medicina nuclear através do gerador de tecnécio.


Gerador de tecnécio-99m, produz 21 produtos radioativos e 15 tipos de reagentes liofilizados.


Radioisótpos para Terapia:


Na terapia, o Iodo-131 é utilizado para realizar o tratamento do câncer de tireóide ou hipertireoidismo. Com emissão gama de 364 keV e meia-vida de 8 dias, o Iodo normalmente é administrado na forma de cápsulas.







domingo, 15 de maio de 2011

A Radiografia Panorâmica no Diagnóstico da Osteoporose

A radiografia panorâmica bucal é um exame de diagnóstico por imagem na odontologia, recentemente, pesquisadores da USP descobriram que este exame pode ajudar a detectar a osteoporose. Antes, o único exame indicado era a densitometria óssea.
A pesquisa foi realizada por dois anos em mais de 400 pacientes que fizeram a radiografia e encaminhados para o exame complementar de densitometria óssea.
Uma descoberta bastante importante que agora irá auxiliar no diagnóstico precoce da osteoporose.




Fonte: CONTER.

sábado, 14 de maio de 2011

Artefatos em Ultrassonografia

Os artefatos nas imagens em ultrassonografia são definidos como erros na apresentação das imagens e são resultado de alguns fatores como:

- Problemas no equipamento;
- Interação do som com os tecidos;
- Técnica utilizada.

Os principais artefatos que auxiliam no diagnóstico ultrassonográfico são:

Sombra Acústica Posterior - Ocorre em tecidos com alta atenuação (hiperecogênicos) ou com índice de reflexão elevado, resultando na redução importante da amplitude dos ecos transmitidos, impedindo o estudo das estruturas posteriores.
A sombra acústica posterior aparece como uma imagem escura, posterior a cálculos biliares, cálculos renais, calcificações e osso.




Reforço Acústico Posterior - Este artefato ocorre em estruturas com baixa atenuação (hipoecogênicas) ou com menor velocidade de propagação do som em relação aos tecidos moles. 
Ele aparece como um reforço ecogênico posterior às estruturas hipoecogênicas.



Estrutura hipoecogênica com reforço acústico posterior.






terça-feira, 10 de maio de 2011

Engenharia Genética no Tratamento do Câncer

Devido ao grande avanço da Engenharia Genética já é possível interferir nos genes para corrigir defeitos adquiridos que podem originar tumores malignos.
O tratamento do câncer de mama já é beneficiado pela Oncogenética, sendo que dois genes que predispõem a este tipo de tumor já foram identificados. Com isto, é possível dizer quem tem maior ou menor predisposição a esta doença. 


Molécula de DNA.

sábado, 7 de maio de 2011

Fatos Históricos da Radioterapia no Brasil

1920 - O Instituto do Câncer Dr. Arnaldo, a primeira instituição brasileira destinada ao estudo e tratamento do câncer, foi criada pelo Dr. Arnaldo Augusto de Carvalho, diretor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

1923 - Em Belo Horizonte, o Instituto do Radium inicia suas atividades como centro destinado ao estudo dos raios X e do elemento rádio na busca da cura do câncer.

1926 - Marie Curie e sua filha Irene estiveram no Brasil (Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Em Belo Horizonte visitaram o Instituto do Radium. Em 1950, o Instituto passou a denominar-se Hospital Borges da Costa.

1936 -  Foi oficializada a Associação Paulista de Combate ao Câncer (APCC) que mais tarde, em 1946, iniciou  o atendimento efetivo por meio do Hospital Santa Cruz.

1938 - Foi fundado o Centro de Cancerologia, no Hospital Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, que contava com um aparelho de radioterapia e um de radiodiagnóstico.

1941 -  Foi criado o Serviço Nacional de Câncer que passou a funcionar no mesmo local do Centro de Cancerologia, no Rio de Janeiro.

1944 - Criado no Rio de Janeiro o Instituto do Câncer e em 1946 é transferido, junto com o Serviço Nacional de Câncer, para o Hospital Gafrée e Guinle.

1953 - O Hospital Antônio Cândido de Camargo (Hospital A.C. Camargo), em São Paulo, iniciou as atividades de radioterapia com dois equipamentos convencionais (Maximar-100 GE) e um conjunto de tubos e agulhas de rádio-226.

1956 - Foi instalado no A.C. Camargo, um aparelho de radioterapia convencional (Stabilipan-Siemens) e um de raios X superficial de contato (Schoul-Siemens).

1957 - O Instituto do Câncer passou a contar com quatro aparelhos de "roentgenterapia" profunda, dois de roentgenterapia superficial e duas unidades de cobalto (Theratron), além de rádio na forma de tubos e agulhas e equipamentos de dosimetria e uma oficina de radiomodelagem. No Hospital A.C. Camargo, foi instalada a primeira unidade de cobalto-60 (Gammatron I da Siemens). Naquela época também era utilizada uma bomba com 05 gramas de rádio-226, que operava entre 05 e 10 cm de distância foco-pele para tratamento de lesões superficiais e semiprofundas.

1961 - O Instituto do Câncer passou a denominar-se Instituto Nacional do Câncer (INCA), uma das instituições de referência no país.

1968 - Foi instalado no Hospital A.C. Camargo a unidade de teleterapia de césio-137 e a segunda bomba de cobalto, denominação para o equipamento de Cobaltoterapia (Gammatron II).

1970 - Início dos tratamentos radioterápicos em Santa Catarina com implementação do Serviço de Radioterapia do Hospital de Caridade.

1972 - Em São Paulo, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz foi instalado o primeiro acelerador linear para fótons e elétrons, para fins médicos do país, no Hospital Sírio-Libanês e, em seguida, no Hospital A.C. Camargo, foi instalado um outro acelerador linear (Clinac 4 - Varian).

1973 - A Associação Paulista de Combate do Câncer (APCC) transformou-se na Fundação Antônio Prudente (FAP).

1974 - O INCA adquiriu novos aparelhos: acelerador linear com alta energia com feixes de elétrons (Saturne 20), duas unidades de cobalto-60 (Eldorado 78 - estática e Theratron 780 - cinética) e um simulador de radioterapia.

1976 - No Hospital A.C. Camargo, os tubos de rádio foram substituídos por tubos e agulhas de césio-137. O serviço de Radioterapia da FAP foi reequipado com a aquisição de uma unidade de cobalto-60 (Gammatron S - Siemens) e um  aparelho de raios X (Stabilipan II - Siemens).

1977 - Instalação do primeiro acelerador linear em Santa Catarina no Serviço de Radioterapia do Hospital da Caridade.

1986 - A FAP adquiriu e disponibilizou um equipamento para planejamento computadorizado (Theraplan) e um simulador (Therazin).

1992 - O Hospital A.C. Camargo adquiriu a braquiterapia de Alta Taxa de Dose - HDR que utiliza fonte de irídio-192.

1998 - Entrou em funcionamento, no INCA, o segundo acelerador linear (600C - Varian). O serviço de radioterapia possuía também isótopos radioativos para tratamento com baixas taxas de dose como sementes de ouro-198 e placas de cobalto-60.

2000 - O INCA passou a contar com três simuladores para tratamento, um tomógrafo computadorizado, dois aceleradores lineares, um acelerador linear com feixes de fótons de baixa energia, duas unidades de cobalto-60, dois aparelhos de braquiterapia de baixa taxa de dose e um aparelho de braquiterapia de alta taxa de dose com fonte de irídio-192.


Fonte: Estudo da funcionalidade e segurança para aceleradores lineares utilizados em radioterapia - uma contribuição para a gestão de tecnologia médico-hospitalar. UFSC, 2004.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Geradores de Tecnécio (Tc-99m)

Os geradores de Tecnécio (Tc-99m) consistem em recipientes com pequenas esferas de alumina sobre as quais o Molibdênio (Mo-99), produzido em um reator nuclear, liga-se firmemente.
O tecnécio 99 metaestável (Tc-99m) é um radioisótopo emissor de radiação gama com meia-vida de 6 horas, é um produto do decaimento do molibdênio 99 que possui uma meia-vida de 66 horas.
Os radioisótopos usados em Medicina Nuclear no Brasil são, em grande parte, produzidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com sede em São Paulo.


Decaimento radioativo e transmutação do molibdênio-99 para o tecnécio-99m.



Gerador de Tecnécio produzido pelo IPEN.


O tecnécio 99 (Tc-99m) é utilizado, para a obtenção de mapeamentos (cintilografia) de diversos órgãos:

- Cintilografia renal, cerebral, hepato-biliar, pulmonar e óssea;

- Diagnóstico de infarto agudo do miocárdio e em estudos do sistema circulatório;

- Cintilografia de placenta.

Atualmente uma crise atinge a produção de molibdênio, matéria-prima para a produção de tecnécio, fármaco radioativo empregado em mais de 80% dos exames em Medicina Nuclear. 
Um problema técnico no reator canadense NRU (National Research University) provocou a crise mundial no fornecimento de molibdênio. O reator é um dos cinco produtores de grandes quantidades de molibdênio, neste reator são produzidos 30% a 40 % dos radioisótopos para uso médico no mundo e aproximadamente 50% para a América do Norte.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mitos sobre a Energia Nuclear

- O maior perigo do material radioativo à saúde é que ele demora a ser eliminado pelo corpo;

- A exposição à radioatividade causa morte instantânea;

- Uma pessoa contaminada por radiação pode contaminar outra;

- As usinas nucleares jogam lixo radioativo na natureza;

- Uma usina nuclear é semelhante a uma fábrica de bombas nucleares;

- Uma usina nuclear pode explodir como uma bomba nuclear;

- A energia nuclear é mais barata que outras fontes de energia usadas em larga escala;

- Qualquer nível de radiação faz mal à saúde;

- Ingerir iodo neutraliza os efeitos da radioatividade;

- Num acidente com liberação de material radioativo, fechar a casa ajuda.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Métodos de Redução da Exposição às Radiações Ionizantes

Os métodos a seguir devem ser adotados visando à redução da exposição as radiações ionizantes:

- Tempo;
- Blindagem;
- Distância.

Tempo - A dose acumulada por pessoa que trabalha numa área exposta a uma certa taxa de dose é diretamente proporcional ao tempo em que ela permanece na área. A redução do tempo de exposição ao mínimo necessário, para uma determinada técnica radiológica, é a maneira mais prática para se reduzir a exposição da radiação ionizante.

Blindagem - As pessoas que trabalham com fontes ou geradores de radiação devem dispor de procedimentos técnicos bem elaborados de modo que o objetivo da tarefa seja concretizado e sua segurança esteja garantida contra exposições desnecessárias ou acidentais. Nesses procedimentos, os fatores tempo e distância em relação às fontes estão implícitos na habilidade e destreza de um profissional bem treinado para a tarefa. Por não apresentar hesitações durante sua execução, sua duração é mínima; por dominar todos os elementos do processo, não comete enganos, se posiciona no lugar adequado e com a postura correta.
Entretanto, em certas situações, principalmente quando se opera com fontes intensas ou níveis elevados de radiação, além de colimadores, aventais, labirintos e outros artefatos, é necessário um outro fator de segurança que é a blindagem.
A escolha do material de blindagem depende do tipo da radiação, atividade da fonte e da taxa de dose que é aceitável fora do material de blindagem.
É qualquer anteparo colocado entre o feixe e o indivíduo. A blindagem serve para atenuar o feixe de radiação. Ex.: Aventais de chumbo, biombos de chumbo, paredes baritadas das salas dos equipamentos de radiodiagnóstico e radioterapia.

Distância - A intensidade da radiação ionizante decai com o inverso do quadrado da distância. Isto significa que quanto mais afastado você estiver de uma fonte de radiação menos irradiado você será.
  

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Famílias Radioativas Naturais

Na natureza os elementos pesados e seus isótopos naturais se dispõem em séries ou famílias radioativas. Em número de três, habitualmente são representadas em cartas de nuclídeos, nas quais aparecem sob a forma de um gráfico de Z (número atômico) x N (número de nêutrons).
Essas famílias naturais são as do Urânio, Tório e do Actínio.