sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ser Tecnólogo!

domingo, 2 de abril de 2017

Diagnóstico por Imagem através da PET/RM

A informação obtida através da PET é importante, pois o metabolismo bioquímico e a função de órgãos e tecidos podem determinar se eles estão doentes ou saudáveis. Geralmente, a PET pode detectar uma função anormal antes do início dos sintomas. Essa habilidade de detectar doenças nos estágios iniciais e de medir a resposta do tratamento pode ajudar o médico a planejar o curso de  um tratamento mais adequado para cada paciente. 
A PET/RM é a fusão da tomografia por emissão de pósitrons junto com a ressonância magnética, ambas tem uma importância primordial para o diagnóstico rápido e preciso em qualquer paciente. A PET com sua sensibilidade faz detecção de alterações metabólicas, porém apresenta uma resolução espacial limitada proporcionando uma baixa especificidade anatômica das estruturas visualizadas na imagem. Já a RM apresenta uma boa resolução espacial que permite avaliar estruturas anatômicas dos tecidos moles com excelente contraste. Sendo assim, consegue-se um importante estudo funcional e fisiológico pela PET com excelente detalhamento anatômico por RM simultaneamente. 
Esses aparelhos possuem em sua estrutura a chamada tecnologia híbrida que consiste em dois sistemas de geração de imagens em apenas um aparelho, permitindo na aquisição a realização da fusão das imagens (co-registro das imagens anatômicas e funcionais). 




Equipamento de PET/RM: sistemas de aquisição independentes. 


Aparelho híbrido de PET/RM: sistemas de aquisição integrados (Fonte: Governo de São Paulo, 2016). 

Basicamente, existem três maneiras de integrar o PET com a RM: os aparelhos PET e RM independentes ficando em salas distintas. A integração das imagens é feita por programas especializados, gerando, assim, uma flexibilidade, já que os sistemas podem ser usados separadamente; com imagens sequenciais realizadas em aparelhos distintos, só que neste caso, o paciente fica na mesma mesa de exame, sendo as imagens transferidas entre as máquinas; por último por sistemas híbridos completamente integrados, em que se realiza a aquisição simultânea das imagens. Por exemplo, em uma única posição de mesa, nem o paciente, nem a maca movimentam-se. 
Dentre as inúmeras aplicações clínicas, destacam-se doenças neurológicas degenerativas, patologias oncológicas e cardiovasculares. 
A PET/RM é uma técnica de imagem que permite a avaliação e o diagnóstico precoce do déficit cognitivo/demência de memória similar à doença de Alzheimer, sendo uma ferramenta muito importante para identificar os pacientes portadores e determinar um tratamento mais precocemente possível. 
A fusão de imagens estruturais da RM e metabólicas PET é uma técnica relevante na correta classificação dessas demências. 
É também aplicada na detecção de focos epilépticos em pacientes que não respondem o tratamento medicamentoso. O estudo é feito medindo-se as alterações da captação do radiofármaco fluordesoxiglicose (18F-FDG) pelo encéfalo nas regiões afetadas. A PET/RM permite detectar focos epilépticos no cérebro independente do paciente apresentar ou não uma crise durante o exame. 
Diferenciar clinicamente as síndromes parkinsonianas nos estágios iniciais pode ser muito difícil. Exames morfológicos como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são normalmente usados para excluir outras causas que podem estar levando ao parkinsonismo. A PET-FDG pode ser usado nos casos duvidosos. 

Comparação dos aspectos das imagens fisiológica PET e estruturais por RM e TC. 


Imagens anatômicas por RM, fusão das imagens co-registro PET/RM e imagens fisiológicas pela PET do cérebro em plano sagital (Fonte: Site medicalphysicsweb.com).


Determinação de focos epilépticos nas imagens do cérebro pela PET/RM (Fonte: Revista Diálogos Interdisciplinares, 2015). 






Fonte: A Utilização do PET/RM no Diagnóstico por Imagem (com adaptações). 

















sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A irradiação de células sanguíneas

Uma das formas de aplicação da radiação na medicina é a irradiação do sangue com raios gama. Esse método é usado no sangue a ser ministrado em pacientes que tem deficiência imunológica. Entre outras coisas, o tratamento com a radiação diminui a quantidade de linfócitos T (células de defesa) no sangue doado, o que reduz em muito no paciente o risco de rejeição do órgão ou do tecido transplantados.

Foto ilustrativa bolsa de sangue. 

A irradiação por radiação gama é capaz de assegurar a qualidade do sangue usado nas transfusões para pessoas imunodeficientes, que podem apresentar incompatibilidade com as células de defesa imunológica do doador. A irradiação é feita com equipamentos irradiadores específicos para emitir raios gama a partir de uma fonte de Césio-137. 
O método de irradiação é necessário para evitar uma possível reação rara, mas fatal, conhecida como doença enxerto-versus-hospedeiro associada à transfusão de sangue, que ocorre em pacientes com deficiência imunológica, como é o caso de pessoas que receberam transplantes ou tem algum tipo de leucemia. 





Fonte: Revista Ciência Hoje (com adaptações).