terça-feira, 10 de maio de 2011

Engenharia Genética no Tratamento do Câncer

Devido ao grande avanço da Engenharia Genética já é possível interferir nos genes para corrigir defeitos adquiridos que podem originar tumores malignos.
O tratamento do câncer de mama já é beneficiado pela Oncogenética, sendo que dois genes que predispõem a este tipo de tumor já foram identificados. Com isto, é possível dizer quem tem maior ou menor predisposição a esta doença. 


Molécula de DNA.

sábado, 7 de maio de 2011

Fatos Históricos da Radioterapia no Brasil

1920 - O Instituto do Câncer Dr. Arnaldo, a primeira instituição brasileira destinada ao estudo e tratamento do câncer, foi criada pelo Dr. Arnaldo Augusto de Carvalho, diretor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

1923 - Em Belo Horizonte, o Instituto do Radium inicia suas atividades como centro destinado ao estudo dos raios X e do elemento rádio na busca da cura do câncer.

1926 - Marie Curie e sua filha Irene estiveram no Brasil (Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Em Belo Horizonte visitaram o Instituto do Radium. Em 1950, o Instituto passou a denominar-se Hospital Borges da Costa.

1936 -  Foi oficializada a Associação Paulista de Combate ao Câncer (APCC) que mais tarde, em 1946, iniciou  o atendimento efetivo por meio do Hospital Santa Cruz.

1938 - Foi fundado o Centro de Cancerologia, no Hospital Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, que contava com um aparelho de radioterapia e um de radiodiagnóstico.

1941 -  Foi criado o Serviço Nacional de Câncer que passou a funcionar no mesmo local do Centro de Cancerologia, no Rio de Janeiro.

1944 - Criado no Rio de Janeiro o Instituto do Câncer e em 1946 é transferido, junto com o Serviço Nacional de Câncer, para o Hospital Gafrée e Guinle.

1953 - O Hospital Antônio Cândido de Camargo (Hospital A.C. Camargo), em São Paulo, iniciou as atividades de radioterapia com dois equipamentos convencionais (Maximar-100 GE) e um conjunto de tubos e agulhas de rádio-226.

1956 - Foi instalado no A.C. Camargo, um aparelho de radioterapia convencional (Stabilipan-Siemens) e um de raios X superficial de contato (Schoul-Siemens).

1957 - O Instituto do Câncer passou a contar com quatro aparelhos de "roentgenterapia" profunda, dois de roentgenterapia superficial e duas unidades de cobalto (Theratron), além de rádio na forma de tubos e agulhas e equipamentos de dosimetria e uma oficina de radiomodelagem. No Hospital A.C. Camargo, foi instalada a primeira unidade de cobalto-60 (Gammatron I da Siemens). Naquela época também era utilizada uma bomba com 05 gramas de rádio-226, que operava entre 05 e 10 cm de distância foco-pele para tratamento de lesões superficiais e semiprofundas.

1961 - O Instituto do Câncer passou a denominar-se Instituto Nacional do Câncer (INCA), uma das instituições de referência no país.

1968 - Foi instalado no Hospital A.C. Camargo a unidade de teleterapia de césio-137 e a segunda bomba de cobalto, denominação para o equipamento de Cobaltoterapia (Gammatron II).

1970 - Início dos tratamentos radioterápicos em Santa Catarina com implementação do Serviço de Radioterapia do Hospital de Caridade.

1972 - Em São Paulo, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz foi instalado o primeiro acelerador linear para fótons e elétrons, para fins médicos do país, no Hospital Sírio-Libanês e, em seguida, no Hospital A.C. Camargo, foi instalado um outro acelerador linear (Clinac 4 - Varian).

1973 - A Associação Paulista de Combate do Câncer (APCC) transformou-se na Fundação Antônio Prudente (FAP).

1974 - O INCA adquiriu novos aparelhos: acelerador linear com alta energia com feixes de elétrons (Saturne 20), duas unidades de cobalto-60 (Eldorado 78 - estática e Theratron 780 - cinética) e um simulador de radioterapia.

1976 - No Hospital A.C. Camargo, os tubos de rádio foram substituídos por tubos e agulhas de césio-137. O serviço de Radioterapia da FAP foi reequipado com a aquisição de uma unidade de cobalto-60 (Gammatron S - Siemens) e um  aparelho de raios X (Stabilipan II - Siemens).

1977 - Instalação do primeiro acelerador linear em Santa Catarina no Serviço de Radioterapia do Hospital da Caridade.

1986 - A FAP adquiriu e disponibilizou um equipamento para planejamento computadorizado (Theraplan) e um simulador (Therazin).

1992 - O Hospital A.C. Camargo adquiriu a braquiterapia de Alta Taxa de Dose - HDR que utiliza fonte de irídio-192.

1998 - Entrou em funcionamento, no INCA, o segundo acelerador linear (600C - Varian). O serviço de radioterapia possuía também isótopos radioativos para tratamento com baixas taxas de dose como sementes de ouro-198 e placas de cobalto-60.

2000 - O INCA passou a contar com três simuladores para tratamento, um tomógrafo computadorizado, dois aceleradores lineares, um acelerador linear com feixes de fótons de baixa energia, duas unidades de cobalto-60, dois aparelhos de braquiterapia de baixa taxa de dose e um aparelho de braquiterapia de alta taxa de dose com fonte de irídio-192.


Fonte: Estudo da funcionalidade e segurança para aceleradores lineares utilizados em radioterapia - uma contribuição para a gestão de tecnologia médico-hospitalar. UFSC, 2004.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Geradores de Tecnécio (Tc-99m)

Os geradores de Tecnécio (Tc-99m) consistem em recipientes com pequenas esferas de alumina sobre as quais o Molibdênio (Mo-99), produzido em um reator nuclear, liga-se firmemente.
O tecnécio 99 metaestável (Tc-99m) é um radioisótopo emissor de radiação gama com meia-vida de 6 horas, é um produto do decaimento do molibdênio 99 que possui uma meia-vida de 66 horas.
Os radioisótopos usados em Medicina Nuclear no Brasil são, em grande parte, produzidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com sede em São Paulo.


Decaimento radioativo e transmutação do molibdênio-99 para o tecnécio-99m.



Gerador de Tecnécio produzido pelo IPEN.


O tecnécio 99 (Tc-99m) é utilizado, para a obtenção de mapeamentos (cintilografia) de diversos órgãos:

- Cintilografia renal, cerebral, hepato-biliar, pulmonar e óssea;

- Diagnóstico de infarto agudo do miocárdio e em estudos do sistema circulatório;

- Cintilografia de placenta.

Atualmente uma crise atinge a produção de molibdênio, matéria-prima para a produção de tecnécio, fármaco radioativo empregado em mais de 80% dos exames em Medicina Nuclear. 
Um problema técnico no reator canadense NRU (National Research University) provocou a crise mundial no fornecimento de molibdênio. O reator é um dos cinco produtores de grandes quantidades de molibdênio, neste reator são produzidos 30% a 40 % dos radioisótopos para uso médico no mundo e aproximadamente 50% para a América do Norte.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mitos sobre a Energia Nuclear

- O maior perigo do material radioativo à saúde é que ele demora a ser eliminado pelo corpo;

- A exposição à radioatividade causa morte instantânea;

- Uma pessoa contaminada por radiação pode contaminar outra;

- As usinas nucleares jogam lixo radioativo na natureza;

- Uma usina nuclear é semelhante a uma fábrica de bombas nucleares;

- Uma usina nuclear pode explodir como uma bomba nuclear;

- A energia nuclear é mais barata que outras fontes de energia usadas em larga escala;

- Qualquer nível de radiação faz mal à saúde;

- Ingerir iodo neutraliza os efeitos da radioatividade;

- Num acidente com liberação de material radioativo, fechar a casa ajuda.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Métodos de Redução da Exposição às Radiações Ionizantes

Os métodos a seguir devem ser adotados visando à redução da exposição as radiações ionizantes:

- Tempo;
- Blindagem;
- Distância.

Tempo - A dose acumulada por pessoa que trabalha numa área exposta a uma certa taxa de dose é diretamente proporcional ao tempo em que ela permanece na área. A redução do tempo de exposição ao mínimo necessário, para uma determinada técnica radiológica, é a maneira mais prática para se reduzir a exposição da radiação ionizante.

Blindagem - As pessoas que trabalham com fontes ou geradores de radiação devem dispor de procedimentos técnicos bem elaborados de modo que o objetivo da tarefa seja concretizado e sua segurança esteja garantida contra exposições desnecessárias ou acidentais. Nesses procedimentos, os fatores tempo e distância em relação às fontes estão implícitos na habilidade e destreza de um profissional bem treinado para a tarefa. Por não apresentar hesitações durante sua execução, sua duração é mínima; por dominar todos os elementos do processo, não comete enganos, se posiciona no lugar adequado e com a postura correta.
Entretanto, em certas situações, principalmente quando se opera com fontes intensas ou níveis elevados de radiação, além de colimadores, aventais, labirintos e outros artefatos, é necessário um outro fator de segurança que é a blindagem.
A escolha do material de blindagem depende do tipo da radiação, atividade da fonte e da taxa de dose que é aceitável fora do material de blindagem.
É qualquer anteparo colocado entre o feixe e o indivíduo. A blindagem serve para atenuar o feixe de radiação. Ex.: Aventais de chumbo, biombos de chumbo, paredes baritadas das salas dos equipamentos de radiodiagnóstico e radioterapia.

Distância - A intensidade da radiação ionizante decai com o inverso do quadrado da distância. Isto significa que quanto mais afastado você estiver de uma fonte de radiação menos irradiado você será.
  

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Famílias Radioativas Naturais

Na natureza os elementos pesados e seus isótopos naturais se dispõem em séries ou famílias radioativas. Em número de três, habitualmente são representadas em cartas de nuclídeos, nas quais aparecem sob a forma de um gráfico de Z (número atômico) x N (número de nêutrons).
Essas famílias naturais são as do Urânio, Tório e do Actínio.