quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Doses Permissíveis de Acordo com o Princípio da Limitação de Doses Individuais

Exposições Ocupacionais:

A dose efetiva anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano;

A dose equivalente anual não pode exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino;

Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos adicionais:

- A gravidez deve ser notificada ao titular do serviço;
- As condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdome não exceda 2 mSv durante todo o período da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto  exceda cerca de 1 mSv neste período. 

Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios X diagnósticos, exceto em treinamentos (estágios):

- Estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio de treinamento profissional a dose efetiva anual não deve exceder o valor de 6 mSv;
- É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos;

Indivíduos do público:

- A dose efetiva anual de indivíduos do público não deve exceder a 1 mSv.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Escala para Avaliação de Acidentes Nucleares

Com o acidente de Chernobyl em 1986, o Comitê de Eventos e Emergências Nucleares criou uma escala para avaliar o grau de intensidade dos acidentes nucleares.

Escala:

Nível 7: Grande contaminação e muitas mortes; área permanecerá contaminada por diversos anos. Ex.: Chernobyl, Ucrânia, 1986.

Nível 6: Alto nível de radioatividade com muitas vítimas fatais. Ex.: Kysthym, Rússia, 1957.

Nível 5: Mais de uma morte por radiação; grande quantidade de material radioativo identificado na região. Ex.: Three Mile Island, EUA, 1979.

Nível 4: Pelo menos uma morte causada por radiação; forte possibilidade de afetar pessoas. Ex.: Fukushima 1 (2011), Tokaimura (1999), Japão.

Nível 3: Contaminação significativa, com pouca possibilidade de atingir a população. 

Nível 2: Índice de radioatividade passa a ser considerado preocupante.

Nível 1: Limite de exposição radioativa pouco acima do considerado normal pelos padrões internacionais.



domingo, 4 de setembro de 2011

Patologias em Imagens

Aneurisma de artéria aorta




Aumento do volume cardíaco





Derrame pleural                                      


Hepatomegalia



Escoliose





Lesões ósseas




Lesão renal esquerda



Cisto renal esquerdo
















   

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Meios de Contraste em Ressonância Magnética

Em Ressonância Magnética Nuclear os mecanismos dos meios de contraste nas imagens são completamente diferentes dos que são utilizados em Radiologia Convencional. Na ressonância, substâncias paramagnéticas alteram o campo magnético local, reduzindo os tempos de relaxação longitudinal e transversal dos núcleos de hidrogênios excitados. O encurtamento do tempo de relaxação longitudinal intensifica os sinais dos tecidos na ponderação T1. Já os meios que interferem no encurtamento dos tempos de relaxação transversal produzem uma redução dos sinais dos tecidos na ponderação T2. Assim, os meios de contraste em RM são definidos como contraste por T1 e contraste por T2. 
Os meios de contraste a base de gadolínio produzem contraste por T1 nas imagens. O gadolínio encurta o tempo T1 nos tecidos que passam a emitir sinal com maior intensidade (hiperintenso).
O gadolínio é um elemento da família dos metais nobres, os conhecidos terras raras, e constitui-se o meio de contraste mais utilizado em ressonância magnética.
Meios de contraste a base de óxido de ferro produzem contraste por T2. Os óxidos ferrosos usados em ressonância como o Lumirem são substâncias superparamagnéticas que produzem grandes alterações nos campos magnéticos locais. Essas alterações reduzem os tempos de relaxação transversal dos tecidos que passam a apresentar uma diminuição de seus sinais caracterizando o contraste por T2 (hipointenso). Os meios de contraste por T2 são poucos utilizados.
No Brasil alguns serviços de vêm utilizando alternativamente o suco de açaí como meio de contraste T2 nos exames do trato digestório. A ação do suco de açaí torna a luz das cavidades gastrointestinais hipointensas.

Características do Gadolínio:

O gadolínio é um metal pesado altamente tóxico para o organismo humano. A administração do gadolínio como meio de contraste é possível pela agregação de substâncias que evitam a fixação orgânica desses metais e facilitam sua eliminação, principalmente pelas vias excretoras renais. Essas substâncias são denominadas "quelados". O ácido dietileno triaminopentacético - DTPA, é um dos quelados mais comuns utilizados nos contrastes de RMN.
A fixação do elemento metálico gadolínio ao quelado DTPA forma o GD-DTPA, gadopenteato, meio de contraste por T1 hidrossolúvel e de baixa toxicidade.
Meios de contraste a base de gadolínio apresentam baixa osmolalidade, esta característica torna o meio mais tolerável e evita a sensação de dor quando administrados em altas velocidades como exigido em exames angiográficos e de perfusão. Também apresentam baixa viscosidade, não havendo necessidade de pré-aquecimento à temperatura corporal para sua administração.

Indicações do Uso de Gadolínio: 


As principais indicações são para exames com suspeita do diagnóstico de:

- Tumores;
- Metástases;
- Processos inflamatórios/infecciosos;
- Interesse em análises vasculares;
- Ruptura da barreira hematoencefálica;
- Placas de esclerose ativas;
- Áreas de infarto;
- Áreas de fibrose no pós-operatório;
- Nos estudos funcionais de perfusão nos diversos órgãos.

Dosagem:

A dose recomendada para grande parte dos exames de ressonância é de aproximadamente 0,1 mmol/kg de peso (volume de 0,2 ml/kg), podendo ser dobrada a dosagem nos casos de estudos angiográficos por ressonância.

Efeitos Adversos:

Principais sintomas que podem ocorrer:

- Náuseas e vômitos;
- Calor, dor local;
- Reações cutâneas;
- Reações alérgicas em mucosas.



Fonte: Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Projeto no Senado pretende suspender a instalação de novas usinas nucleares no Brasil

O Brasil pode seguir a tendência de países como a Alemanha e Itália, decretando a moratória do uso da energia nuclear, se aprovar em tramitação no Senado. Projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) suspende a construção de novas usinas termonucleares em todo o território nacional pelo prazo de 30 anos.
Nos dias 12 e 13 de junho, 94% dos eleitores italianos rejeitaram, em plebiscito, a retomada do programa nuclear naquele país. Na Alemanha, o governo decidiu desativar todas as usinas nucleares até o ano de 2022.
Na justificação do PLS 405, que terá decisão terminativa na Comissão de Serviços de Infraestrutura, Cristovam Buarque afirma que a suspensão preventiva contribuirá para afastar do país o clima de incerteza sobre a energia nuclear e não restringirá as pesquisas científicas no setor.
Os reatores respondem atualmente por 14% da produção de energia elétrica no mundo, de acordo com o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Isso os coloca como terceira maior fonte, atrás do carvão e do gás natural. Os países mais dependentes de energia atômica são a Lituânia (76%), a França (75%) e a Eslováquia (53%).
Caso o Brasil opte pela moratória na energia nuclear, o impacto será muito pequeno. No primeiro semestre de 2011, a central nuclear de Angra dos Reis foi responsável por 3,19% da produção de energia elétrica nacional, produzindo 1.793 megawatts, em média. Na Alemanha, as usinas termonucleares são responsáveis por 26% da geração de energia.



Usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.



Obras de Angra 3, a terceira usina termonuclear do país que estará pronta para operação em 2015.


Uma eventual moratória choca-se contra os planos do governo federal, que prevêem a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030. Segundo os estudos do Executivo, em 2015, com a entrada em operação de Angra 3, o parque nuclear geraria 3.300 megawatts. Com mais quatro usinas, a capacidade de geração de energia nuclear, em 2030, chegaria a 7.300 megawatts.
O cronograma prevê para 2019 e 2021, respectivamente, o início da operação da primeira e da segunda usinas do Nordeste. Em 2023 e 2025, deverão entrar em operação a primeira e a segunda usinas do Sudeste.
As decisões da Itália e da Alemanha contra o uso da energia nuclear foram influenciadas pelo desastre nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, em 11 de março deste ano, depois de um terremoto seguido de tsunami que destruiu as instalações do complexo.


Fonte: Jornal "O Estado de São Paulo"  (com adaptações).

terça-feira, 19 de julho de 2011

A História da Tomografia Computadorizada

Em 1963, Allan Macleod Cormack, físico nascido na África do Sul descobriu que era possível determinar os coeficientes de absorção de uma estrutura plana e medir, desde um determinado número de direções, as variações de intensidade dos raios X transmitidos.



Allan Macleod Cormack


O desenvolvimento do primeiro aparelho aconteceu no ano de 1967, pelo físico inglês Godfrey Newbold Hounsfield.


Godfrey Newbold Hounsfield




Dados Históricos:

- No ano de 1970, o sistema completo para tomografia computadorizada estava pronto;

- Em 1971, foi realizado o primeiro "scanner" de crânio;

- A patente para o invento foi concedida em 1972 e, naquele ano, Hounsfield e Cormack criaram a técnica de Tomografia Computadorizada;

- O desenvolvimento da tomografia computadorizada é atribuído a Godfrey Newbold Hounsfield e ao Dr. Allan Macleod Cormack;

- Em 1972, foi oficialmente introduzido o novo método para formação de imagens a partir da combinação de raios X e computadores;

- Em 1973, os primeiros aparelhos para exames de crânio foram instalados nos EUA e alguns países na Europa;

- Em 1974, teve início o uso da tomografia computadorizada para exames dos demais segmentos do corpo;

- No ano de 1979, eles receberam juntos o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina;

- Desde a descoberta dos raios X em 1895, o desenvolvimento da tomografia computadorizada foi o maior avanço dado na Radiologia até aquela época.




Fonte: Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem (com adaptações).